O galpão (foto ainda em construção) ampliará o espaço de trabalho de triagem dos integrantes da Cooperativa de Reciclagem Cidade Limpa

Obras em fase de conclusão irão beneficiar e qualificar o trabalho dos cooperados

A Cooperativa de Reciclagem Cidade Limpa, localizada em Potreiro Grande, na localidade de Pesqueiro, irá receber, em breve, mais um espaço que ampliará a qualificação do trabalho desenvolvido na seleção de material reciclado. A verba de R$ 250 mil, oriunda do governo federal, foi investida para a construção do refeitório e galpão de reciclagem.

Outra obra que também será entregue é a do refeitório

O galpão será utilizado para a separação do lixo proveniente da coleta seletiva da cidade. Atualmente, conforme a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), a média de material recebido mensalmente é de 100 toneladas e a apenas 30% do que chega ao local é considerado apto para ir à reciclagem. O restante, 70% acaba indo para o aterro por estar misturado com lixo úmido.

Ainda, segundo a pasta, o espaço, de propriedade do município, tem como finalidade gerar emprego e renda às famílias em situação de vulnerabilidade social com inserção precária no mercado de trabalho. Hoje, são 15 pessoas que trabalham no local. “Com os novos espaços, que ainda precisam ser entregues pela empresa construtora, devem otimizar o trabalho que já vem sendo feito pela Cooperativa”, destaca o secretário de Meio Ambiente, Rafael Almeida.

Luiz Carlos de Lara, presidente da Cooperativa Cidade Limpa, comemora a construção dos dois espaços, uma vez que trará mais qualidade ao trabalho de separação e ainda as horas de descanso. “Ah vai ser bem melhor com o refeitório, porque vamos ter um espaço para fazer o almoço mais tranquilo, mais higiênico e limpo”. O galpão, como explica o presidente da Cooperativa, será utilizado para armazenar o material seco, que terá passado pela triagem.

Atualmente, a maior dificuldade dos trabalhadores é a separação do lixo, que, segundo a entidade, ocorre no momento em que é coletado na cidade. “Acredito que a comunidade já pense mais quando separa o lixo. Acho que uns 40% separa, mas a “misturança”, acontece pelos coletores”, lamenta de Lara.

Em Montenegro, a coleta seletiva existe desde 2002 e os resíduos provenientes dela são destinados para o galpão de triagem e, depois de separados, vãos para o aterro. “O Município disponibilizou um espaço físico para a construção do galpão com a finalidade de incentivar e organizar a constituição da cooperativa fortalecendo a geração de trabalho e renda, bem como qualificando o processo de seleção, classificação, beneficiamento e venda desse material para reciclagem, no sentido de que esta atividade viabilize a sobrevivência do grupo e de cada catador”, acrescenta Almeida.

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