Na ocasião, Maxcidreia mostrou que água chegou na altura da cintura

Um dia após a publicação da reportagem abordando prejuízos da enxurrada, trabalhos começaram a ser realizados

Como noticiado pelo Jornal Ibiá, alguns moradores da Rua dos Imigrantes, no bairro Senai, iniciaram o ano de 2018 com muita dor de cabeça. A construção de um condomínio nos fundos de suas casas acabou levantando o terreno e, sem um sistema adequado de drenagem, levou toda a água da chuva em direção aos pátios. Pelo menos 15 ficaram alagados. Em alguns, a água chegou a entrar dentro das casas. Felizmente, o problema foi solucionado.

Matéria que denunciou o problema foi publicada no dia 3 de janeiro

Marcos Ercílio de Oliveira, um dos atingidos, conta que, um dia após a publicação da reportagem, um fiscal da Prefeitura e o engenheiro responsável pela obra estiveram no local analisando a situação. No mesmo dia, uma grande valeta, reforçada com pedras, foi aberta entre o pátio de obras e as casas atingidas, como forma de dar vazão à água sem gerar transtornos.

Como prometido ao Jornal por um dos responsáveis pela construtora, logo o sistema de captação definitivo do condomínio começou a ser construído. Ele foi concluído na última sexta-feira. “Agora tem uma carreira de cano que leva a água lá pra longe. A água sai toda ali e, o que não conseguir, vai ter a valeta pra parar”, conta Marcos. Mesmo sem grandes chuvas no período, ele avalia que a solução é eficiente.

CONSTRUÇÃO do sistema de captação definitiva da água foi concluída

O morador conta ainda que, conversando com o engenheiro da obra, soube que será feito um muro para fechar o terreno do condomínio e que, entre o pátio e as casas da Rua dos Imigrantes, também será instalada uma rede de captação. O condomínio faz parte do programa Minha

Casa, Minha Vida e deverá abrigar 160 famílias. O término da obra é previsto para outubro de 2020.

Rachaduras ainda preocupam vizinho
Mesmo agora, com a situação da água resolvida, Marcos ainda sente o efeito das obras. Enquanto as máquinas pesadas trabalham nos fundos de sua casa, a residência toda treme. “Eu tava sentado aqui há pouco e, quando eu vi, a televisão começou assim”, conta ele, imitando o balanço do aparelho. Em virtude das ocorrências, as paredes são cheias de rachaduras, o que desvaloriza a casa.

Promessa é que prejuízos serão ressarcidos
A casa da cabeleireira Maxcidreia da Rosa foi a mais atingida pelo alagamento. Os tijolos da residência começaram a rachar na ocasião, abrindo espaço para a entrada da água e avariando diversos móveis. Na época, o supervisor administrativo da empresa ALM Engenharia – responsável por construir o condomínio – afirmou que todos os prejuízos causados seriam indenizados.

Sérgio Rodrigo de Oliveira, companheiro de Maxcidreia, afirma, no entanto, que até agora nenhuma ação neste sentido foi realizada. Ele conta que o engenheiro esteve conversando com os dois, verificando e tomando nota dos estragos, mas ainda não lhes deu nenhum retorno. Estão, ambos, no aguardo de uma indenização.

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