Mato que invade o trecho da BR-470 e alguns buracos na pista podem provocar sérios acidentes entre os usuários

Ciclovia na BR-470, que liga à empresa JBS, tem vários problemas, como a areia resultante de uma troca de postes, espalhada sobre o pavimento

A ciclovia da BR-470, que liga a RSC-287 à empresa JBS, importante principalmente para o acesso de funcionários ao local, tem apresentado alguns problemas. O trajeto, que inicia do posto Shell e termina na indústria de alimentos, está sendo invadido pelo mato. Além disso, em vários pontos, há buracos e restos de construção espalhados na pista.

DANIEL Coelho da Costa, 28 anos, funcionário da JBS, passa todos os dias pela ciclovia e anda pelo acostamento da rodovia para desviar do matagal

O trecho mais crítico é o que vai do posto de gasolina até a CBC. Ali, o mato está maior. E basta seguir em frente para notar os problemas de erosão. Os buracos fundos na ciclovia trazem riscos aos que se aventuram em jornada diária pelo local. De acordo com Daniel Coelho da Costa, 28 anos, funcionário da JBS, nos pontos em que há muito brejo, buracos ou areia na pista, ele opta pelo acostamento da rodovia. O deslocamento até o trabalho, há 11 meses, tem sido através da bicicleta. “Acho que a prioridade deveria ser limpar o local e arrumar a pavimentação. A iluminação está boa, então é só este detalhe mesmo”, opina.

Lorenzo Quadros, 18 anos, diz que buracos oferecem sérios riscos

Lorenzo Quadros, 18 anos, estudante de técnico em Enfermagem, passa pouco pelo local. Porém não deixa de notar as necessidades. “Além de faltar arborização, tem um pedaço do caminho quebrado. É perigoso para os ciclistas ou pedestres que transitam diariamente aqui, porque é um trecho muito grande de deslocamento. Imagina se alguém cai. Até conseguir ajuda, demora”, explica. Para pessoas que passam que se deslocam pela ciclovia de skate ou cadeira de rodas, por exemplo, a dificuldade é ainda maior. “Sem contar a terra espalhada em alguns pontos. E, em dias de chuva, suja tudo e vira um barro”, conclui.

Rosa da Silva, moradora do bairro Imigração, transita regularmente pela rodovia, que dá acesso à sua residência. Ela chama a atenção apenas para a demora na limpeza do matagal. “A iluminação noturna é boa e, fora o inço, é bom de caminhar por ali”, avalia.

BURACOS também representam um risco para os trabalhadores ciclistas

Instalações da JBS no trecho
Alguns detritos ao longo do caminho podem ocasionar transtornos aos ciclistas. O acúmulo de areia e restos de concreto igualmente. E a possibilidade de que isso ocorra durante a manutenção dos postes da JBS ao longo da via é grande. Atualmente, a empresa Coelge tem feito a troca das estruturas no trecho da ciclovia. De acordo com o especialista de engenharia da JBS, Marcelo Ponta, 39 anos, sete suportes de 10 metros estão sendo trocados por outros, de 30 metros.

A melhoria é para a linha de transmissão que irá alimentar a nova subestação da indústria. “A mudança é por uma rede com mais capacidade. O procedimento é feito com a abertura de um buraco, colocação de um cano e a anexação do poste. A companhia contratada já quebrou algumas pedras no decurso da obra, porque tem que subir com guindaste e caminhão para as instalações. Mas 100% daquilo que for comprometido será consertado. Isso já está estabelecido”, assegura Marcelo.

Daer promete limpeza
Sobre a limpeza da ciclovia e dos canteiros ao longo dela, no setor de Transporte e Trânsito da Prefeitura de Montenegro, funcionários informaram que a manutenção não é atribuição do Município. Já a Superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) declarou que a competência é do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), embora a estrada tenha sido federalizada. O Daer, porém, admitiu que cabe à autarquia fazer a limpeza e se comprometeu em realizar uma vistoria no trecho. Os serviços necessários, como eliminação do inço, deverão ser incluídos no cronograma da 11ª superintendência regional de Lajeado.

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