AMOR. Ocasião reuniu aqueles que se dedicam às suas comunidades

A noite dessa quarta-feira, 28, ficará marcada na memória daqueles que tiveram a oportunidade de participar da celebração aos 150 anos da Paróquia São João Batista de Montenegro. O Bispo diocesano Dom Carlos Romulo Gonçalves e Silva e o padre Diego Knecht realizaram a abertura da cerimônia religiosa destacando as diversas fases pelas quais a Paróquia passou até se tornar o que, atualmente, é e a dedicação de todos que contribuem para o andamento dos projetos paroquiais. O momento foi de emoção e alegria.

A ocasião se tornou ainda mais especial pelo fato de a Catedral poder receber público, o que se tornou raro desde o início da pandemia. A cerimônia foi transmitida através do Facebook da Paróquia para que, mesmo de casa, toda a comunidade pudesse prestigiar a missa.

Membros das 13  capelas da Paróquia estiveram presentes a celebração. “Foi um ano bem atípico, mas quando pode, a gente vem. É muito bom participar deste momento”, diz Clarice Negruni, 70 anos, integrante da equipe litúrgica e da Pastoral do Dízimo.

Ao lado de Clarice, Liana Wagner Santos, 78 anos, afirma que o trabalho da Pastoral do Dízimo é feito com amor, de forma voluntária. “A gente entrega os envelopes, vai nas casas, tem um contato muito especial com as pessoas”, acrescenta Liana.

Clarice Negruni e Liana Wagner

Fé e amor andam juntos
A palavra amor apareceu em vários momentos dessa data tão especial para a comunidade católica da Paróquia São João Batista. Foi o amor ao conhecimento e ao voluntariado que uniu Jerônimo Sebastião da Silva, 66 anos, e Sonia Oliveira da Silva, 67. Eles já se conheciam, mas, durante o curso de Teologia que fizeram, há pouco mais de três anos, os laços se estreitaram e o mais nobre sentimento que pode haver entre um homem e uma mulher despertou.

Jerônimo e Sonia da Silva

O casal faz parte da Pastoral do Batismo e orgulha-se em dizer que, aos domingos, madrugam para participar da organização da missa das 7h. Sonia já faz isso há 18 anos, o companheiro dela há oito. Ela recorda que participou da inauguração da atual catedral e sorri quando conta que desde a infância sentia-se ligada à Paróquia. “Minha mãe fazia vestidos para noivas, nos sábados, a gente vinha na antiga igreja assistir os casamentos”, conta Sonia.

Dedicação sempre
Da Capela do Espírito Santo, no bairro Ferroviário, outra bela história de amor entre o homem e a fé. Sérgio Martins, 57 anos, diz que se sentiu “chamado por Deus” quando foi convidado a integrar a equipe da capela. “Fui convidado por amigos. Já faz 33 anos que estou lá, a idade de Cristo”, brinca Sérgio.

A Capela do Espírito Santo foi fundada em dezembro de 1964. Na celebração das 15 décadas da Paróquia, o estandarte dela e das demais foram colocados lado a lado, para lembrar que a união e dedicação de cada um é que faz a diferença nas comunidades onde encontram-se inseridas.

Sérgio e Tânia de Ávila

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