Escola de Samba Pantera Negra, da Sociedade Cultural União Operária, em desfile de 1967, ajudava a animar as festividades

“Ó abre alas/ que eu quero passar/ Ó abre alas/ que eu quero passar…”
O Carnaval já terminou, mas o Museu Histórico Municipal Nice A. Schüler ainda está com seu acervo carnavalesco exposto, da época em que as marchinhas dominavam os festejos tradicionais, para prestígio da comunidade montenegrina. Fantasias, acessórios e diversas imagens do decorrer do século XX integram a mostra, que ficará até o fim de fevereiro no espaço.

De acordo com a agente administrativa auxiliar do Museu, Lisiane da Silva Lopes, através das imagens e vestimentas, algumas de anos mais recentes, as pessoas podem imaginar como era o Carnaval antigamente.

“Nas primeiras décadas do século XX, eram tradicionais os grupos carnavalescos dos clubes da cidade. As marchinhas também eram habituais, principalmente no interior. Na festividade, normalmente o Rei Momo chegava ao Cais e todos iam em uma espécie de desfile até a praça Rui Barbosa, onde os blocos carnavalescos eram encaminhados às suas associações”, conta.

Ocorriam também, de acordo com Lisiane, concursos de fantasias, tanto para adultos quanto para crianças. “Como o acervo de Carnaval ainda está em estudo, é interessante a interação com o público espectador. Pessoas, principalmente de mais idade, podem reconhecer alguma fantasia ou item e o período respectivo”, salienta.

A funcionária municipal acredita que o festejo tão popular no país é dinâmico, adaptando-se ao contexto social, musical e à influência de figuras. “Por isso, cada década tem suas especificidades”, conclui.

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