Nível do Rio Caí em Montenegro ainda é estável, mas situação preocupa em São Sebastião do Caí

Situação é mais grave em São Sebastião do Caí

A captação de água feita pela Companhia Riograndense de Abastecimento (Corsan) no Rio Caí também vem sofrendo com os efeitos da estiagem na região. Em Montenegro, a situação, apesar de preocupante, ainda se mantém em um patamar de estabilidade. Vários fatores influenciam esse melhor nível do rio em relação a outros municípios, como explicou o engenheiro responsável pelo abastecimento da Corsan, Ângelo Marcelo Faro, em entrevista ao programa à Rádio Ibiá Web na última semana. “Aqui em Montenegro temos um metro de água acima da bomba nas duas captações porque o rio é mais profundo. Nós estamos em uma parte mais plana do rio, onde ele nivela com o Jacuí. Então, na pior das hipóteses, a água retorna e o rio se inverte e começa a correr ao contrário”, aponta.

Já em São Sebastião do Caí, a situação é mais crítica. O engenheiro explica que, por lá, o rio não apresenta as mesmas condições de Montenegro. “Em São Sebastião do Caí, a água está sempre descendo, sempre vindo pra Montenegro. Então lá é mais preocupante”, afirma. Além disso, no município vizinho a profundidade do rio é menor, outro fator que contribui com a piora da situação da captação de água. “Hoje, na nossa captação no Caí, não temos mais do que 40 cm de nível de água acima da tubulação. A gente já tem dificuldade de puxar água lá há algum tempo, desde dezembro. Ainda não é em um nível que provoque a falta de água, mas é um nível bastante preocupante”, alerta Faro.

As chuvas desta semana ajudaram a aliviar a situação em São Sebastião do Caí, mesmo assim a Corsan vem tomando medidas para evitar o desabastecimento na cidade. No caso do agravamento da situação, a empresa já tem um plano de contingência elaborado que consiste na construção de um pequeno barramento no Rio Caí para elevar o nível da água. “Nós viemos trabalhando com uma condição ainda estável. O tubo de captação já está aparecendo fora da água, mas a gente já tem um plano de contingência pra manter o abastecimento caso aconteça alguma alteração”, afirma o engenheiro.

O mais importante nesse momento, conforme Faro, é que a população economize e faça o uso consciente da água. “Se as pessoas não tomarem os devidos cuidados, não economizarem, vai chegar o dia que vamos ter problemas. Então, a questão do uso consciente e racional da água é talvez, hoje, a mais importante pra nossa região”, ressalta o engenheiro da Corsan.

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