Leila TERNES mostra que a maioria dos itens recebidos no banco é feminino. CRÉDITO: Arquivo/Jornal Ibiá

Necessidade maior é de pares de meia, além de peças masculinas e infantis. A campanha segue até o sábado, dia 14

A Campanha do Agasalho 2018 entrou em sua última semana. A iniciativa é uma promoção da Prefeitura, em parceria com a Câmara de Vereadores, cujas sedes são pontos de doação. No sábado – último dia – ela culminará no “Dia D”, onde um ponto de coleta será instalado na Praça Rui Barbosa, das 9h às 15h, para receber as roupas.

Na Secretaria Municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania (SMHAD), recebem-se doações no ano todo, mas a Campanha é feita para intensificar a solidariedade durante o frio inverno gaúcho. A iniciativa segue, no entanto, esbarrando no problema de que, mesmo nesta época, são doadas muitas roupas de verão e faz falta a arrecadação de itens de uso masculino e infantil.

Diretora de Assistência Social e coordenadora do banco de agasalhos – mesmo durante a Campanha, a arrecadação serve para alimentar o banco – Leila Ternes conta que, diante dos déficits, é preciso um balanço no momento em que o cidadão carente procura o serviço buscando receber doações. Roupas femininas – que são recebidas em grande quantidade – podem ser levadas à vontade. Itens com pouca oferta, no entanto, têm a distribuição mais controlada.

“Tem que fazer isso para atender o maior número de pessoas”, explica Leila. No frio, as meias são outro item de grande procura e poucas doações. Além dos agasalhos, cobertores e até toalhas de banho são buscadas pelos munícipes sem sucesso. Quem precise, pode buscar a SMHAD na rua Apolinário de Moraes, 1705. O banco é aberto para retirada – durante o inverno – nas segundas, teças e sextas-feiras, das 8h às 11h30.

Apesar das dificuldades, a diretora destaca um ponto positivo da Campanha deste ano: as boas condições de uso em que chegam os itens. Ela conta que, em outras ocasiões, eram comuns chegarem calças sem perna, ou tênis sem par, por exemplo, e comemora esta mudança de percepção. “Isso tem chamado bastante a atenção”, comenta. Ela avalia, ainda, que as principais doações têm sido provenientes de empresas, que realizam campanhas internas com seus funcionários.

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