Faixas, cartazes e balões fizeram parte da Caminhada do Novembro Azul

Balões azuis, cornetas e cartazes falando sobre a importância de cuidar da saúde. Assim foi a caminhada do Novembro Azul realizada pela Secretaria Municipal de Saúde e Núcleo Municipal de Educação e Saúde Coletiva (Numesc), na última sexta-feira, 24, às 9h30min.

Com ponto de partida – e apoio – do Sesc de Montenegro, o grupo com mais de cinqüenta pessoas rumou até a Estação da Cultura para prestigiar a 15ª Feira do Livro. O prefeito Carlos Eduardo Müller (Kadu), vereadores, funcionários municipais e a secretaria de Saúde, Ana Maria Rodrigues, também participaram da atividade.

Com saída do Sesc, participantes da caminhada pela saúde do homem seguiram até a Estação da Cultura, onde prestigiaram a Feira do Livro

Nesse mês, a campanha é direcionada a eles, com ênfase na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Morador do bairro Cinco de Maio, Jesus Setembrino de Carvalho, 86 anos, afirma que faz o exame de toque retal anualmente. “É preciso fazer. O câncer de próstata é uma doença silenciosa, traiçoeira. Muitos homens, por machismo, dizem que não farão o exame. Eu vou, faço e me sinto bem cuidando da minha saúde”, afirma.

Sergio Carvalho e Jesus Setembrino de Carvalho comentam que o maior impasse para exame de prevenção ao câncer de próstata é o machismo

O Guarda Municipal Sergio Carvalho, 60 anos, destaca que ações como a caminhada são importantes para conscientizar a população. “Há um preconceito muito grande por parte dos homens, são poucos que fazem o exame. Alguns conhecidos optam pelo de sangue, mas esse pode não acusar a doença. Eu, desde os meus 45 anos realizo anualmente, e está tudo sempre bem”, salienta.

De acordo com a enfermeira da Secretaria e coordenadora do Numesc, Angelita Moraes, a intenção da caminhada é fazer ‘barulho’ para que a população masculina cuide de sua saúde. “Já que a procura desse público por prevenção é menor. A busca é quando já se está doente. E o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer orientaram que não devem ser feitas campanhas indicando o exame antes dos 50 anos. A maior incidência da patologia é a partir dos 65”, conclui.

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