Buraco na cabeceira da ponte seca é recorrente e segue sem solução definitiva

Um velho conhecido de quem trafega pelo trecho urbano da RSC-287 e dos moradores das redondezas da ponte seca localizada no quilômetro 0 da rodovia, na divisa dos bairros Centenário e Faxinal, voltou. Trata-se de um buraco na cabeceira da ponte no sentido Montenegro/Capela de Santana. O problema causa perigo no trânsito, uma vez que veículos invadem parte da pista contrária para desviar do buraco, e prejuízo nas residências próximas, que sofrem com rachaduras.

Rosane mostra rachadura junto à pilar da casa: fissuras aparecem também em outros pontos

De acordo com a cabeleireira Maria Rosane Menges, 40 anos, sua casa já foi construída com uma estrutura mais forte em razão de ser próxima da rodovia, mas os tremores causados pelos solavancos de caminhões e carros que atingem o buraco têm causado fissuras na residência. “Não sabemos mais o que fazer”, diz. Segundo ela, moradores se organizaram para cobrar a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), responsável pela manutenção do trecho, com diversas ligações ao órgão solicitando solução. “Eles dizem que vão passar e tomar providência”, conta.

Rosane diz que quando uma medida é tomada, ela não dura muito. “Eles dão uma tapeada, resolve por uns 15 dias e deu: começa a abrir de novo (o buraco)”, afirma. A cabeleireira enumera ainda outras preocupações causadas pelo problema: a possibilidade de um grave acidente e a falta de sono, o que afeta a saúde dos moradores. “Ninguém mais dorme, balança tudo”, relata sobre a experiência em sua casa. Rosane diz que é comum os moradores acordarem no susto em razão do tremor e barulho causado por algum caminhão que atinja o buraco.

Contatada pela reportagem, a EGR informou que a área técnica do órgão já acompanha a situação e irá verificar novamente o local e, caso preciso, adotar as providências necessárias. A empresa destacou ainda que um contrato específico para vistoria de pontes elaborado por ela segue com a licitação em andamento. Com o contrato assinado será possível verificar melhor situações como a que ocorrer no quilômetro 0 da RSC-287 e apontar soluções.

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