Na Assembleia Legislativa, quinta-feira, foram apontados obstáculos ao setor. Foto: Divulgação/ Minas e Energia

Durante audiência pública deputados lançaram a Frente Parlamentar em apoio à implantação desta Matriz Produtiva

Buscar alternativas para aumentar a geração de energia é um tema que vem ganhando destaque. Mais do que necessária para a vida cotidiana, constitui-se de um insumo de competitividade; que segue a norma “crescimento e energia andam lado a lado”.

A alternativa da Matriz Produtiva dos Biodigestores foi debatida quinta-feira (26), em audiência pública da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa. Proposta pela deputada Zilá Breitenbach, serviu para discutir a melhoria na gestão dos resíduos no meio rural, com a utilização de biodigestores na produção de biogás, fonte de energia limpa.

Presente, a secretária de Minas e Energia, Susana Kakuta, vê a geração de biogás e biometano como uma grande oportunidade às famílias do campo. “A produção a partir de resíduos é utilizada em diversos países no mundo. Temos a chance de aliviar uma questão ambiental, que são os dejetos, além de gerar energia renovável”, defendeu. Ela destacou também que o projeto tem potencial para gerar emprego e renda, e aumentar a arrecadação de ICMS.

A deputada Zilá recordou que desde 2017 o Grupo de Trabalho sob sua coordenação vem pesquisando alternativas ao setor. “Algumas questões entravam o uso dos biodigestores, como a falta de uma tecnologia que se aplique a realidade dos gaúchos”, apontou. Outras barreiras são a falta de garantia que o agricultor terá custo-benefício satisfatório, a falta de linhas de créditos acessíveis e ausência de capacitação para o manejo da tecnologia.

Durante a audiência, foi lançada a Frente Parlamentar em apoio a Matriz Produtiva dos Biodigestores, para construção de uma legislação específica. O projeto reúne setor produtivo, instituições de ensino, Executivo estadual e federal, bancos de fomento e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Agricultores precisam receber capacitação
O diretor de Planejamento e Programas da Secretaria de Minas e Energia, José Francisco Braga, avalia que há carência elétrica no meio rural, principalmente para ampliar a produção. “Não podemos repetir os erros do passado e apostar que o produtor se dedique a gerar os biodigestores”, argumenta.

Em sua análise, para obter sucesso é preciso oferecer capacitação técnica aos cidadãos, sendo que para tal o sistema cooperativado seria um bom canal.

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