APÓS a última enxurrada, uma equipe da Prefeitura limpou o maior do barro, mas os moradores atingidos precisaram “arrematar” o serviço

Faz tempo que os moradores da Rua Osvaldo Aranha, no cruzamento com a Rua Albano Coelho de Souza, sofrem com alagamentos, entupimentos de bueiros e barro em frente a suas casas. A situação, que já caminha para o aniversário de dez anos, começou com a separação de um loteamento em uma área elevada da proximidade, de onde, com a chuva, descia terra e barro, causando os problemas. Hoje, embora a causa tenha tomado um âmbito diferente, a situação para os comércios e residências locais segue quase a mesma.

Paula Azevedo mora bem no foco de onde ocorrem os alagamentos. Enquanto o marido limpava de enxada os resquícios do barro deixados após a passagem da equipe de limpeza da Prefeitura, ela relembra o começo do problema. “Nosso problema começou quando fizeram aquela obra. Pra mim, aquilo tá com umas ‘duzentas’ coisas irregulares. A terra de lá vinha descendo morro abaixo, deixando tudo alagado”, conta. Também proprietária de um comércio no local, ela ainda considera a obra como causadora da situação atual. A Prefeitura diz que não.

O diretor de fiscalização de Obras e Posturas, Jackson Santos de Oliveira, afirma que, após uma aproximação com os responsáveis pela obra para abordar o que acontecia com os moradores da Osvaldo Aranha, foram colocadas pedras rachão que trabalham na drenagem. “Essa situação já foi resolvida há algum tempo”, diz. Segundo ele, o barro que segue aparecendo na localidade nos dias de enxurradas está acumulado nas galerias dos bueiros e sobe.

A rua fica praticamente intransitável em dias de muita chuva. Quando a água finalmente escoa, fica toda a sujeira no asfalto e nas calçadas. “O barro seca e vira um pó. Então traz um monte de problemas, até pulmonares”, comenta Daniela de Azevedo de Avila, outra moradora. Em sua casa, que fica na esquina, ela precisou até trocar o portão de lugar para não ficar “ilhada” pelos alagamentos. Vive com a preocupação constante de que a chegada da água e do barro pelas galerias subterrâneas possa ter prejudicado as estruturas da residência.

Sobre o tema, uma reunião chegou a ser realizada na Câmara dos Vereadores no início deste mês. Cerca de 20 moradores interessados participaram, reforçando as queixas. A moradora Paula conta que lhes foi prometido um retorno com uma solução em até dez dias, coisa que não veio. De acordo com o diretor de Fiscalização de Obras e Posturas, a Prefeitura não possui um caminhão sugador para tirar o barro do bueiro. Apesar disso, ele garante que será feito um estudo na Secretaria na busca por uma solução.

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