Árvore está escorada e ameaça desabar sobre o telhado da casa

Uma família pede ajuda para solucionar um problema que põe em risco a vida de quatro pessoas, entre elas duas crianças, que residem em uma casa de madeira na localidade de Passo da Amora, interior de Montenegro. Uma grande árvore está escorada no telhado da residência e ameaça cair a qualquer momento.

Morando na residência há quatro anos, Francieli de Oliveira, 26 anos, diz que o medo e a insegurança tomam conta de toda a família, principalmente em dias de temporal e vento muito forte. “Esses dias um galho caiu no telhado, durante uma chuva forte”, diz a dona de casa, que é mãe de uma menina de cinco anos e um menino de três anos de idade.

Conforme Francieli, dois vereadores já estiveram no local para registrar e fazer uma intermediação com a Defesa Civil e prefeitura. “Eles tentaram mostrar a nossa situação, mas não foi atendida por ninguém. Nem para avaliar as condições da árvore apareceram”, reclama a mulher. Francieli diz que não se importaria em plantar outras árvores mais longe da casa para retirar esta que põe todos em perigo.

Não há liberação para que os próprios moradores retirem o grande tronco e seus galhos. “Até gostaria de pedir para que alguém cortasse a árvores, mas fomos informados que poderíamos ser multados caso retirássemos por conta própria”, afirma a mulher.

O que diz a prefeitura?
O secretário de Meio Ambiente, Adriano Chagas, afirma que o “espécime arbóreo aparentemente encontra-se estável, não apresenta infestação por insetos e também não apresenta sinais de apodrecimento. O tronco parece estar escorado na casa e pode acontecer de alguns galhos realmente caírem em função de estiagem prolongada exposição ao sol excessiva, etc”, afirma o Chagas.

A partir disso, o secretário diz não haver justificativa para a supressão do espécime porque ainda não foi avaliado pelo biólogo da secretaria. “Para que o município possa entrar em um terreno particular e efetuar qualquer intervenção ou supressão de vegetação é necessário um pedido oficial por parte do proprietário do imóvel (processo administrativo atestando a condição de vulnerabilidade) ou em situação emergencial ou de alto risco que deve vir através de uma solicitação”, acrescenta o secretário.

Chagas afirma que o pedido da Defesa Civil está na secretaria e após ser avaliado, haverá solicitação imediata para a execução do serviço.

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