As mamografias são encaminhadas e agendadas pela Secretaria Municipal de Saúde

Até final de julho, o Hospital Montenegro poderá realizar até 272 exames de mamografia por mês

A espera acabou. Depois de quatro anos, inúmeros empecilhos e muita expectativa, o equipamento para exames de mamografia entrou em fase de testes. Instalado em uma das salas do Hospital Montenegro (HM), o aparelho que realiza um dos principais exames para o diagnóstico do câncer de mama estava parado desde que foi adquirido, ainda no ano de 2015.

Para a supervisora de diagnóstico por imagem do HM, Taís Rodrigues, o momento é de alegria e muito trabalho. “Por enquanto os atendimentos estão sendo realizados com um número de agendamentos reduzidos, já que estamos em fase de testes”, salienta Taís. “Esse período é imprescindível para o processo de adaptação, do paciente e do hospital. O nosso objetivo é aumentar o número de exames gradativamente até chegar ao quantitativo permitido.”

De acordo com a supervisora, o mamógrafo entrou em fase de teste na segunda quinzena de maio, quando foram realizados 85 exames. No total, o Estado disponibilizou 272 exames mensais a serem realizados pelo hospital. “A previsão é que estejamos atendendo esse quantitativo total já no final de julho”, acrescenta Taís. “Nós teremos, em um futuro próximo, a capacidade de ampliar esse número, mas vai depender do Estado disponibilizar a negociação para o hospital e repassar o teto financeiro”, comenta.

Em visita à sala de mamógrafo do HM, realizada na tarde desta quinta-feira, 13, o vereador Cristiano Bratz (MDB) relembrou as polêmicas envolvendo o aparelho, comprado ainda no governo Paulo Azeredo, que foi adquirido mesmo sem ter um lugar certo para seu funcionamento. Após o Impeachment, o então prefeito Aldana chegou a cogitar a possibilidade de devolver a máquina. Na época, o HM manifestou interesse em instalar o equipamento em suas dependências, com a condição de que fosse realizadas obras de adequação do espaço, e assim foi feita a assinatura do primeiro convênio de destinação de fundos para os reparos.

Desde então, atrasos, falta de comunicação entre as partes envolvidas e não prestações de contas levaram ao vencimento do convênio e a paralisação do processo em junho de 2016. A situação chegou a envolver o Ministério Público. Em 2017, houve um acordo em que a Prefeitura faria um repasse de quatro vezes no valor de R$ 127, 558,89. A expectativa era que a inauguração ocorresse em janeiro de 2018 com o início dos testes do aparelho, mas só agora os exames começaram a ser realizados.

“Acompanho esse processo desde 2015, e como se trata de dinheiro público e de uma verba disponibilizada pela Câmara de Vereadores, decidi fazer uma visita ao HM depois que soube do início da fase de testes”, disse o vereador. “Hoje saio daqui satisfeito em saber que o aparelho finalmente está disponível para comunidade”, completou.

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