Gerson teme que crianças ou idosos possam se machucar ao andar sobre o passeio público

Corsan consertou o problema, mas não corrigiu estrago na calçada. Morador teme que acidentes ocorram no local

Uma obra e muitas dores de cabeça. É o que relata Gerson Freitas, 50 anos, morador da rua Copa Cabana, no bairro Centenário, em Montenegro. Ele conta que uma obra foi realizada há cerca de cinco meses na frente da sua casa e, até o momento, sua calçada não foi recuperada.
O cidadão teme que crianças ou idosos possam ser vítimas do buraco que ficou no local onde antes havia o calçamento. A gerência da unidade local da Corsan informa que todos os problemas causados pela intervenção serão resolvidos ainda esta semana.

Tudo começou por causa de um vazamento de água. Gerson relata que foi preciso um mês de trabalho para localizar o foco da vazão. Foi então que os funcionários da companhia descobriram que o problema se localizava junto ao hidrômetro da residência. Não demorou muito para o reparo ser feito e a questão sanada. Contudo, criou-se um novo problema, a reconstituição da calçada não foi feita.

Freitas comenta que, passado todo esse tempo do serviço concluído, até agora ele só recebeu promessas de que o passeio público seria recuperado. Ele conta que no mês de novembro do ano passado encaminhou um e-mail ao serviço de atendimento ao cliente, logo recebeu retorno informando que o serviço seria feito em breve. Porém, ainda aguarda pela visita da companhia. O morador acredita que a recuperação esteja sob responsabilidade de uma empresa terceirizada, e , por isso, a demora para ser atendido.

A casa de Gerson fica próxima às escolas AJ Renner e Walter Belian, o que intensifica a passagem de crianças sobre sua calçada. De acordo com ele, também é grande o número de idosos que por lá passam todos os dias.

O gerente da unidade da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Lutero Fracasso, informa que a obra foi realizada há cerca de 50 dias e não cinco meses como relatado pelo usuário. Contudo, admite que, mesmo inferior ao tempo relatado, trata-se de um longo período de espera. Lutero explica que a calçada ainda não foi refeita devido a problemas na empresa prestadora desse tipo de serviço. Segundo ele, houve troca dos funcionários da equipe responsável pela recuperação das calçadas, a transição acabou acarretando no atraso de uma série de obras.

Mas agora a situação está sendo normalizada. Ao ser contatado pela reportagem, Fracasso entrou contato com a prestadora de serviços e deu prazo até a próxima sexta-feira, 19, para que todos os problemas envolvendo a intervenção feita pela Corsan naquela área sejam sanados.

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