O Ibiá já fez um registro da situação no início deste ano. Na imagem, enviada pelo leitor Vanderlei Merlo, a seriedade da situação fica evidente. CRÉDITO: Vanderlei Merlo

Vereador sinaliza que Prefeitura já está trabalhando em projeto de troca da tubulação, o que solucionará a situação

Quem mora na rua Osvaldo Aranha – passando do campo da Brigada em direção ao prédio da Ambev – já sabe: basta chover em grande quantia, que tudo ali fica alagado e tomado de barro. Muitos dos moradores já até levantaram o nível de suas casas ou construíram barreiras para evitar que a água entre nas residências. O problema é de décadas, mas parece estar próximo de uma solução.

De acordo com o vereador Talis Ferreira (PR), a Prefeitura já trabalha em estudos para a troca da tubulação da região. Talis se interou das tratativas após ter sido acionado pelos moradores, com as queixas sobre a situação. “É um problema de mais de 30 anos. Aquela tubulação é muito pequena para a quantidade de moradores que vive lá”, comenta. “Estamos na luta junto ao Executivo e o governo está fazendo estudos para esse projeto.”

O recente período de chuvas que atingiu o município reavivou a discussão. Muitos cidadãos enviaram seus registros ao Jornal, denunciando a situação. Com tudo alagado, o trânsito a pé é um risco. De carro, o perigo é com os motores, que podem acabar sendo avariados. Quando a água desce, o que fica é um amontoado de barro.

“Em dias de chuva é assustador, pois ninguém dorme com medo da água entrar em casa e destruir as coisas que lutamos tanto para conseguir. É triste o cidadão pagar absurdos de impostos e não ter o direito de morar tranquilamente, dentro daquilo que construiu à base de muito sacrifício”, lamentou a costureira Rosa Souza, que vive há 28 anos no local, em entrevista recente.

Com as últimas chuvas, a rua voltou a ficar alagada. Com a água, o barro do bueiro subiu, deixando a via suja e intransitável. CRÉDITO: Talis Ferreira

Além do problema com a tubulação, na região existe uma sanga que já não suporta a passagem da água e contribui para a ocorrência de alagamentos. É preciso que seja feito um “desassoreamento” para a limpeza do curso. Isso deve ser feito pela Prefeitura com recursos federais, ainda antes da troca das tubulações, que, em parte, encontra-se entupida e com o acúmulo de barro. É previsto que isso ocorra ainda neste ano.

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