Moradora flagra de sua garagem os transtornos na rua, como na foto, momento em que uma mãe caminhava pela água suja carregando a filha nos braços. Fotos: Arquivo pessoal Clarissa Soares

Moradores da rua Porto Belo têm problemas com transbordo de esgoto há anos, toda vez que chove

Clarissa Soares Wagner e seu esposo Cláudio Roth, há quatro anos, enfrentam um problema de ordem pública. O esgoto da rua passa por baixo da casa da família e transborda toda vez que chove. “A água inunda a frente da residência, passa por baixo da calçada, entra no jardim como um chafariz e alaga o pátio”, desabafa Clarissa. A família mora na rua Porto Belo, bairro Centenário. Ela já entrou em contato com a prefeitura, tem diversos números de protocolos, porém a demanda ainda não foi solucionada. Há dois anos a família perdeu todos os móveis que tinham dentro de casa. “Quando é muita água tem que vir o caminhão pipa e ficar a tarde toda coletando e largando na rua debaixo. E da última vez que chamei não me responderam”. Através da Assessoria de Comunicação, o Executivo municipal informou apenas que “Já falamos com a moradora várias vezes é um projeto de Engenharia. Está na demanda da secretaria”, referendo-se ao serviço a ser realizado pela Diretoria de Serviços Urbanos (Dsurb).

Na frente da residência da família de Clarissa e nos arredores fica intransitável

O problema é antigo e já foi discutido na Câmara de Vereadores onde moradores elataram as dificuldades constantes com alagamentos nas suas residências devido à estrutura da rede de esgoto, que necessita de urgentes melhorias e aumento da vazão. Clarissa relata, ainda, que o esgoto tem que ser anulado, pois não tem como consertar.

Marielena Junges da Silva, mora há mais de vinte anos na Porto Belo e relata que sempre teve problemas com o esgoto. “Em uma chuva o problema com esgotamento fez entrar água com muita força que derrubou o muro que divide minha casa com a casa da Clarissa. Perdi tudo o que eu tinha dentro de casa, móveis e eletrodomésticos. A água ficou na altura da minha geladeira”, sinaliza. Ela relata que a água agora sobe pelo vaso sanitário em dias chuvosos e aponta que só fica livre um lado da rua para locomoção. “A situação é bem complicada pra gente”, finaliza.

Clarissa Soares mostra a marca
da água na parede externa da casa

Dificuldades pioraram recentemente. Raquel Anísia mora há mais de dez anos no local e aponta que sempre houve este problema, mas depois de algumas obras ficou pior. “Qualquer chuva alaga. Entra dentro da casa do vizinho, interrompe a rua. Sem contar com o esgotamento que volta e fica na rua juntando insetos e moscas e causa mau cheiro”, ressalta.

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