Representação de um pelourinho no Isokan não deixa apagar a história brutal.Foto: Arquivo Cufa Montenegro

O tema assinalado nesta data faz referência aos rumos que o povo negro precisou tomar – por sua conta própria – após o 13 de maio de 1888, quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea. O ato acabou com a escravidão no Brasil, e, de forma teórica, deu liberdade aos escravizados, que ficaram à própria sorte.

A organização do evento é da Central Única das Favelas (Cufa), que conclama para reflexão todo aquele cidadão que é contra o racismo, lutando para contar “a verdadeira história do povo preto”. O coordenador executivo da Cufa Montenegro, sociólogo Rogério dos Santos, reitera que, após a chamada abolição, foi erguido um muro entre o Estado e a Nação Afro-brasileira, como também com a Indígena.
“Livres e sem qualquer reparação histórica pelo horror da escravidão, fomos parar nas ruas, nas favelas, no subemprego, na miséria. Essa é a liberdade comemorada pelo Brasil?”, questiona.

O evento será das 8h45min às 13h, no Espaço Isokan da Cufa; localizado na Estrada Braulino de Azevedo (primeira entrada à esquerda depois da ponte sobre a linha férrea sob a RSC-287). O tema suscitará palestras, debates, arte e informações, incluindo um “tur” por territórios negros. Na programação está ainda o lançamento do projeto Memorial Negro do Vale do Caí, que será instalado na Estação da Cultura.

Programação
8h45min – recepção
9h – abertura
9h10min – troca de saberes:
professora Jaqueline Rosa – educação anti-racista
Drª. Mariana Ferreira dos Santos – mulher negra empreendedora
Drª Sandra Nara Guagliamoni Neto
Drª Priscila Palmeiro
Vereadora Daiana Santos
Coordenadora da Cufa Porto Alegre Ivanete Pereira

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