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Temporada da sub-13 foi marcada pela regularidade, com apenas três derrotas e título invicto na Copa Serrana. Foto: divulgação Fera

Retrospectiva. Escola de futebol voltou a conquistar a Copa Serrana neste ano, mas bateu na trave no Gauchão

A formação de atletas e cidadãos é o grande objetivo do Fera como escola de futebol. Em 2017, mesmo com dificuldades financeiras, o projeto deu mais um importante passo nesse processo. Todas as categorias tiveram vitórias, derrotas, sucessos e insucessos dentro de campo, mas, acima de tudo, experimentaram evoluções importantes durante a temporada.

Com apenas três derrotas em todo o ano, a sub-13 foi a grande destaque. Treinada por Eduardo Vercelhese, o Da Páscoa, que também é um dos dirigentes do Fera, a categoria conquistou o bicampeonato da Copa Serrana e foi semifinalista do Módulo B do Campeonato Gaúcho de Base. No início da temporada, na Copa Teutônia, a sub-13 também foi até as semifinais.

A surpresa positiva foi a sub-10, treinada por Jorge Rodrigues, o Jorginho. Em seu segundo ano participando de competições oficiais, a garotada nascida em 2007 fez um grande segundo semestre, chegou até as semifinais da Copa Serrana e disputou as finais do Módulo B do Gauchão. O título não veio, mas os meninos mostraram bom desempenho coletivo neste ano.

Quem deixou a desejar foi a categoria sub-14. Ausente da Copa Serrana, a gurizada treinada por Tiago Schlingvein, o Maratá, decepcionou no segundo semestre e não conseguiu classificação para as semifinais do Módulo B do Gauchão. Além disso, ficou sem o título da Copa Teutônia no começo do ano.
Mesmo sem o incentivo financeiro da Prefeitura Municipal, o Fera conseguiu fechar o ano com as contas em dia. O apoio dos pais foi fundamental durante a temporada. Na Copa Teutônia, o primeiro torneio do ano, a escolinha esteve representada por quatro categorias (2006, 2005, 2004 e 2003). No Campeonato Gaúcho de Base, cinco equipes participaram, da sub-10 à sub-14. Na Copa Serrana, também foram cinco categorias: sub-9, sub-10, sub-11, sub-12 e sub-13.

Preocupado com a falta de apoio financeiro no início da temporada, o dirigente Eduardo Vercelhese, o Da Páscoa, mostra-se aliviado neste final de ano. “O corte de recursos assustou um pouco a gente. Tivemos que contar com a ajuda dos pais, foi nossa única saída para participar dos campeonatos. Mesmo gastando bastante, vimos que vale a pena no final”, salienta.

Competição que tradicionalmente abre o calendário do Fera em todos os anos, a Copa Teutônia é valorizada independente dos resultados dentro de campo. Em 2017, o Fera não voltou com o título, mas os garotos adquiriram uma experiência fundamental para seus futuros.

“Ela (Copa Teutônia) é sempre positiva pelo fato dos meninos vivenciarem o alojamento, de terem uma semana de integração com outros times e atletas. Os meninos fazem coisas que não estão acostumados, como lavar a roupa. A competição é muito importante para a formação deles como atleta e pessoa. É o primeiro passo para a independência. O melhor resultado é a visibilidade”, garante Da Páscoa.

Insatisfação com o Gauchão e títulos na Copa Serrana

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Sub-10 do Fera também teve ano de destaque, chegando às finais do Módulo B do Gauchão de Base e acumulando boas atuações

Nesta temporada, o Fera não fez um Campeonato Gaúcho ruim, longe disso. Entretanto, mesmo com resultados razoáveis em campo, os coordenadores da escolinha não estão satisfeitos com o regulamento da competição. “Estamos bem descontentes com o formato do Gauchão. Na nossa visão, eles fazem o inverso. Deveria começar com os enfrentamentos do Módulo B e depois jogar contra os times principais. É um nível muito alto”, lamenta Da Páscoa.
O dirigente também mostra insatisfação com a maneira como os outros times olham para o estadual. “Grande maioria dos times busca jogadores muito bons, para ganhar e não para formar jogadores. Priorizamos os meninos da nossa região, não pulamos etapas, diferente de muitas equipes. A longo prazo, vamos formar jogadores e equipes melhores. Porém, quando ganhamos não está tudo certo e quando perdemos não está tudo errado também”, acrescenta.

Dentro de campo, Da Páscoa enaltece o trabalho feito pela equipe montenegrina. “O ano foi bom no estadual. A gurizada da 2007 chegou à final, foi muito bem nesta temporada. Minha categoria (sub-13) podia ter ido à decisão. Tivemos só três derrotas no ano todo. Assim como nós, a sub-11 e a sub-12 também caíram na semifinal. Acima de tudo, conseguimos sempre evoluir durante o ano”, afirma.

No outro campeonato em nível estadual disputado pelo Fera neste ano, os resultados foram mais expressivos. A Copa Serrana teve sua segunda edição nesta temporada e, assim como em 2016, o Fera foi uma das melhores equipes do torneio. As categorias sub-11 e sub-13 foram campeãs, sendo que a sub-13 não perdeu nenhuma partida na competição. Os meninos da 2005 foram vice-campeões, enquanto que sub-9 e sub-10 chegaram às semifinais.

“A Copa Serrana é um torneio mais interessante para nós, porque vai ao encontro das nossas ideias. Inevitável que esperávamos chegar nas cabeças. Esse campeonato nos ensinou a ser mais solidários com outras equipes que estão iniciando”, destaca o coordenador e técnico da sub-13.

Retomada da categoria juvenil e outras metas para 2018

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Gurizada foi homenageada pela Câmara de Vereadores na última quinta-feira pelos bons resultados obtidos neste ano. Foto: divulgação Acom Montenegro

Com o desejo de retomar a categoria juvenil e enfrentar os times da elite gaúcha, o Fera pensa grande para a próxima temporada. Porém, isso só será possível com o incentivo financeiro. “Queremos voltar a trabalhar com a juvenil, mas precisamos do apoio da Prefeitura e de empresas”, frisa o coordenador Da Páscoa.

Atendendo a cerca de 800 atletas, a escola de futebol projeta participar da Copa Serrana com duas equipes em cada categoria em 2018. “Estamos amadurecendo a ideia e vendo formas de viabilizar essa possibilidade. A gurizada que entra na escolinha quer jogar, fazer parte do projeto”, completa.

No começo da temporada, o Fera estará novamente presente na Copa Teutônia. O Gauchão de Base é outro campeonato de que a escola deve participar, mas os gestores esperam que o regulamento seja alterado em 2018.

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