Objetivo da escola é formar equipe para disputar a elite do Campeonato Gaúcho Juvenil a partir de maio

Quase dez anos depois, clube realiza primeira avaliação para o Juvenil com equipe Sub-17

Que o futebol é uma paixão nacional todo mundo sabe. Enquanto grande parte dos brasileiros enxerga no esporte uma forma de entretenimento, outros vão além, e sonham um dia se tornarem jogadores profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente. Na manhã do último sábado, 15, a realização desse sonho esteve mais perto para dezenas de garotos de Montenegro e região, que participaram da primeira avaliação do Fera/Riograndense para a equipe Juvenil. Os selecionados irão disputar a primeira divisão do Gauchão a partir de maio.

Enquanto os filhos participavam da avaliação, as mães Cristiane Griebeler e Paola Rodrigues aguardavam ansiosas pelo resultado

Atuando na área de educação esportiva no Vale do Caí há mais de 20 anos, o clube retoma a categoria Sub-17 depois de quase dez anos, e agora conta com a parceria do Clube Riograndense, onde ocorreu a seleção. Na ocasião, estiveram jovens nascidos em 2003 e 2004 de Montenegro e cidades da região. Essa é a primeira avaliação de outras que ainda irão ocorrer, onde cerca de 30 rapazes serão selecionados, como explica Eduardo Vercelhese, o Da Páscoa, um dos coordenadores da escola. “Semana que vem realizaremos a segunda avaliação. A partir desta segunda-feira, começam os trabalhos físicos com a equipe pré-selecionada, mas isso não significa que eles farão parte do grupo porque a seleção vai continuar acontecendo nos próximos 20 dias”, destacou Da Páscoa.

Responsável por treinar a categoria Juvenil no Gauchão, Da Páscoa destaca que o clube já tem uma equipe-base, e no decorrer do processo, estará recebendo novos atletas para seguir com as avaliações. “Vieram muitos meninos, e acredito que ainda virão muito mais, sendo que a ideia é possibilitar que todos possam ter a mesma condição de mostrar o potencial que têm para fazer parte do grupo”, enfatizou o treinador.

Para entrar na equipe, os rapazes têm que suar e mostrar o melhor que podem durante a seleção. Entre os critérios de avaliação, está estatura, força, posicionamento e parte técnica, entre outras características de cada jogador. “Iremos selecionar os atletas de acordo com o potencial de cada um”, salienta Da Páscoa. “Essa categoria é muito próxima do profissional, e o objetivo do nosso projeto com o Sub-17 é preparar esses meninos para que eles possam realizar esse sonho”, completou.

Durante a avaliação, Vinícius Réquia relembrou sua trajetória de testes

Sonhos e esperança compartilhada entre pais e filhos
Enquanto os jovens davam seu melhor em campo durante a avaliação, na arquibancada uma torcida especial aguardava o resultado. Eram pais e mães que, acreditando no potencial dos filhos, tiraram um tempinho do fim de semana para se dedicar ao sonho que passou a ser de toda família. “Ele sempre gostou de jogar bola e é muito dedicado no que faz, por isso resolvi apoiá-lo colocando nas escolinhas, acompanhando nos testes e tendo o pé no chão de que se não passar, é preciso tentar novamente e não focar só nisso”, disse a auxiliar administrativa Paola Rodrigues, mãe de um dos jovens participava da seleção do Fera.

Quem também aguardava ansiosa o fim da avaliação, era a assistente de recursos humanos Cristiane Griebeler. Com o filho participando da “peneira” do clube, ela conta que o apoio é fundamental. “Dentro das minhas condições, tento proporcionar tudo que posso, já que esse é o sonho dele e, quanto mais o tempo passa, mais ele se apaixona”, revelou a mãe do jovem Vitor Augusto, que realizou teste para goleiro.

Para o treinador do clube, trabalhar com a esperança dos jovens e das famílias merece muito cuidado. “Trabalhamos com sonhos sempre mostrando a realidade de que é preciso continuar estudando porque o futebol não é uma garantia de profissão”, ressalta Da Páscoa. “O sonho é fundamental para qualquer ser humano, pois ele motiva, instiga e te faz crescer”, completou.

Uma presença mais que especial
No campo de avaliação para os arqueiros do Fera, uma presença especial chamou a atenção de quem estava no Clube Riograndense. Era Vinicius Réquia Machado, goleiro das categorias da base do Grêmio, que não escondeu o sentimento de nostalgia durante o processo. “É bacana acompanhar esse momento porque passei por muitos testes e peneiras, e ver a garotada aqui vem um filme na cabeça”, revelou.

Para quem está correndo atrás do sonho de ser um jogador profissional, Réquia tem um conselho: “são muitos os sonhos, e para realizá-los, é preciso perseverar, ter foco e encarar isso como um objetivo de vida, essa é a dica”, destacou o montenegrino.

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