Amistosos entre Municipal e Gurias Coloradas foram disputados no último sábado

Futebol. Equipes femininas da escola montenegrina duelaram com as Gurias Coloradas

O sonho de muitos jovens é jogar futebol profissionalmente. Para quem mora no interior, esse objetivo se torna um pouco mais difícil de ser alcançado. No entanto, muitas vezes, uma oportunidade basta para o sonho ser materializado. As meninas do G.E. Municipal tiveram uma experiência única no último sábado, 12, quando disputaram amistosos com as Gurias Coloradas em Montenegro.

Os resultados dos jogos pouco importaram em comparação com a oportunidade que cada menina teve de mostrar seu talento dentro de campo. O intuito do encontro foi observar o rendimento das atletas, fomentar e incentivar o futebol feminino na região, além de oportunizar um dia inesquecível para as meninas montenegrinas.

Apaixonada por futebol desde criança, Gabriela Dornelles Bays, de 14 anos, valoriza a experiência do último sábado. “Jogo futebol desde pequena, sempre tive uma paixão pelo esporte. Treino no Municipal desde 2018, vim através dos Jogos Escolares. É muito legal ter uma oportunidade como essa. O Inter vir até aqui, é muito bacana jogar contra eles”, ressalta.

Gabriela Dornelles Bays é apaixonada por futebol desde pequena e valoriza a experiência vivenciada

A atacante Paola da Silva, de 17 anos, também joga futebol desde cedo e buscou, no amistoso contra as Gurias Coloradas, dar um passo importante para realizar seu sonho. “Vai fazer dois anos que estou no Municipal. Tenho muito sonho de jogar profissionalmente. Sinto orgulho de ter essa experiência, é algo diferente para mim. É uma forma de alcançar meu sonho”, declara a jovem jogadora.

Cada amistoso foi disputado em três períodos de 20 minutos. Tempo suficiente para as meninas desfrutarem do momento e para professores e coordenadores, tanto das Gurias Coloradas, quanto do G.E. Municipal realizarem suas avaliações. “A oportunidade é de extrema importância, pois motiva as meninas. Além disso, um time com toda essa estrutura vir para cá e fazer esse evento, é inexplicável, muito bacana”, enaltece Márcia Gallas, uma das coordenadoras da escola do G.E. Municipal.

Paola da Silva tem o sonho de jogar profissionalmente

Márcia frisa que a escola de futebol de Montenegro está buscando superar as dificuldades e abre as portas do clube para meninas que tenham interesse em jogar futebol. “Nossa maior dificuldade é a questão financeira. Estamos reerguendo o clube, temos dificuldade com uniformes, bolas, materiais para treinamento. Além disso, uma dificuldade também é convencer as meninas a assumirem o compromisso e virem treinar regularmente. Temos meninas de cinco anos de idade até a categoria Força Livre. O clube está aberto para atletas de todas as idades”, acrescenta.

Os treinamentos das equipes femininas do Municipal ocorrem todas as segundas, quartas e sábados, às 15h, no campo do G.E. Municipal. As jogadoras interessadas em participar do projeto devem comparecer no clube no horário do treinamento. “Trabalhamos fundamento, tem iniciação também. O mais importante é ter vontade de jogar”, completa Márcia.

Coordenador destaca a captação de atletas
Quatro categorias das Gurias Coloradas vieram a Montenegro no último sábado para os amistosos contra o G.E. Municipal. Além do enfrentamento dentro das quatro linhas, um dos motivos para a vinda da equipe da capital ao Vale do Caí é mostrar o trabalho realizado com as meninas, além, é claro, da observação de jogadoras de diferentes idades.

Carlos Daniel Alves é coordenador da Escola da Duda

Carlos Daniel Alves, coordenador da Escola da Duda, que foi representante do Inter até o final de abril deste ano, explica os princípios do projeto que comanda. “A nossa escola tem o intuito de formar atletas para as categorias de base. Até por ser um público muito restrito, tem que ter alguém para ajudar na formação. Fazemos esse canal entre os clubes e as atletas. Buscamos fomentar o futebol feminino da região, mas também captar atletas, tentar ajudá-las da melhor forma possível”, salienta.

Ele lamenta que a modalidade ainda seja pouco desenvolvida no Estado. “Acredito que a maior dificuldade é a questão das praticantes, tem pouca menina que joga, seja por descrença dos pais, por falta de incentivo ou por não encontrar um local. A participação feminina ainda é muito pequena”, conclui Carlos Daniel.

Deixe seu comentário