Rafael Rosa, ciclismo
Rafael (segundo à direita) começou a correr este ano na Elite novamente, após 20 anos em outras categorias foto: arquivo pessoal

Ciclismo. Esportista de Pareci Novo voltou a correr na categoria após 20 anos

A lacuna de 20 anos longe da categoria Elite nas provas de ciclismo parece que nem existiu para o ciclista Rafael Rosa, 42 anos, que manteve igual a sua capacidade e o talento em novo desafio, ainda que o melhor resultado não tenha vindo junto. Ontem, em Venâncio Aires, o atleta de Pareci Novo disputou a abertura do Campeonato Gaúcho de Ciclismo, depois de quatro anos consecutivos na Máster A, quando deu fim ao período longe do esporte.

Ainda que não tenha ficado na zona de pódio – ele conquistou o 6° lugar, – Rafael diz que a avaliação é positiva por conta do contexto encontrado nesta volta. Integrante da equipe União de Ciclistas de Porto Alegre, ele é o mais velho entre todos os participantes, mas já na largada se orgulha de ter obtido números de garoto: alcançou máxima de 194 batimentos cardíacos, com média de 177, o que garante ser dado de esportistas jovens.

Ele conta que a prova foi em um circuito dentro da cidade, com distância total percorrida de 69,4km, feito em uma 1h36min, com média de 42,4km/h. Na Elite, enfrentou a concorrência de cerca de 20 atletas, sendo quatro profissionais, todos eles gaúchos, embora três deles representem equipes de São Paulo.

O ciclista destaca que foi uma prova de velocidade, com curva com 90°, o que o fazia não reduzir a velocidade. Prova que chegou a conseguir imprimir uma velocidade máxima de 60km/h em determinadas retas.

Em relação à Máster A, a média de velocidade é menor e há menos ataques entre os concorrentes, com outro ritmo de prova. “Na Elite, é pauleira, as tentativas de fuga são maiores”, completa Rafael. Ele recorda que, no minuto 30, ocorreu uma fuga de sete atletas na dianteira, tendo sido precisos 40 minutos de perseguição para que fossem alcançados.

Apesar do ritmo mais forte e intenso na Elite, o ciclista conseguiu no minuto 30, em que existe a chamada meta intermediária, ficar em 3° lugar, mas não teve capacidade de segurar o mesmo ritmo até o final. Rafael diz ter consciência de que, neste retorno, o primeiro ano é de adaptação e de “beliscar” alguns lugares no pódio, para conseguir melhor sorte na próxima temporada.

Atleta garante ter fôlego para aguentar todo o campeonato
As dificuldades apresentadas neste começo não abalam Rafael, que garante ter fôlego para aguentar o ritmo das provas, lembrando que tem conseguido conciliar a preparação com a atividade profissional. Por semana, ele pedala 450 km pelo Vale do Caí, com cerca de 15 horas de dedicação ao ciclismo, uma verdadeira paixão, apoiada pela esposa e pelos dois filhos, que já começaram a acompanhá-lo em algumas disputas.

“Gosto do negócio e tenho tempo para conciliar o trabalho com o esporte”, pontua. O próximo desafio no Gaúcho é em Uruguaiana, em prova marcada para os dias 8 e 9 de abril. No próximo final de semana, Rafael, estuda disputar uma prova em nível nacional em Florianópolis, em Santa Catarina.

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