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Matagal tomou conta da frente do clube e evidencia situação de abandono. Estrutura da sede está cheia de rachaduras

À deriva. Tradicional clube da cidade entrou na Justiça contra construtora

Um dos clubes mais tradicionais de Montenegro, o Grêmio Esportivo Municipal se encontra num momento complicado. A estrutura da sede está completamente danificada, enquanto que a falta de luz e água prejudica a manutenção do campo de futebol. Assim, o cenário atual é de abandono.

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Máquina utilizada pela construtora responsável pela obra afundou após enxurrada em 2013
Foto: arquivo pessoal Júlio Marca

A situação, que se arrasta há seis anos, entristece Júlio Marca, braço direito do atual presidente do clube, Júlio Avila. “É bem complicado, ninguém assume o comando das obras. A comunidade nos cobra. Perdemos cerca de 30m² de estrutura. Há cinco anos não temos jogos oficiais no clube. O prefeito conhece bem a história e mostrou interesse em ajudar”, salienta.

O caso foi parar na Justiça em 2017. A construtora responsável pelas reformas da sede iniciou os trabalhos em 2013, mas no mesmo ano uma máquina retroescavadeira afundou após uma enxurrada e danificou parte da sede. De lá para cá, a estrutura do clube foi bastante prejudicada, acumulando rachaduras e sujeira. “No contrato assinado, a construtora nos garantiu que iria reparar qualquer estrago, mas isso não foi feito”, lamenta Marca.

Na última sexta-feira, os responsáveis pelo clube tiveram uma reunião com a Administração Municipal. Júlio Marca saiu confiante do encontro. “Vamos correr atrás. A Prefeitura prometeu que ia intervir por nós no caso. Buscamos um acordo amigável. Anteriormente, procuramos o Ministério Público, que alegou que não teria como fazer nada”, frisa.

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Júlio Marca espera que a Administração Municipal intervenha no caso

Apesar do otimismo com a reunião da última semana, Marca afirma que, com o passar do tempo, as perspectivas já não são as melhores. “Estamos orientados a não mexer em nada antes da primeira audiência, que ainda não tem data marcada. A esperança vai diminuindo. Nunca fechamos o portão para as crianças da vila jogar. Eles mesmos cuidavam do clube, mas isso já não é mais possível hoje. Chegamos a um consenso que alguém podia se machucar ali”, acrescenta.

Com o impasse, projetos precisaram ser interrompidos e eventos não puderam mais ser realizados no Municipal. “Depois de 17 anos, encerramos um projeto social no clube. Há oito anos, iniciamos uma ideia de Natal com 100 crianças. Em 2013, o número aumentou para 800 jovens, mas tivemos que encerrar também. Eles arrancaram tudo. Sem luz, não se corta a grama. Uma coisa implica na outra”, conclui Júlio Marca.

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