Eduardo Pletsch se tornou goleiro por causa do pai Edilson e agora quer fazer história no Novo Hamburgo. Fotos: arquivo pessoal

Paredão anilado. Cria de Montenegro, atleta de 16 anos vai para sua quarta temporada no clube do Vale dos Sinos

Um enredo curioso levou o montenegrino Eduardo José Pletsch para o Novo Hamburgo, no início de 2016. Agora, prestes a iniciar sua quarta temporada pelo clube anilado, o goleiro de 16 anos quer aumentar sua coleção de troféus e busca se firmar cada vez mais na equipe do Vale dos Sinos para renovar seu contrato com o Nóia no próximo ano.

Incentivado pelo pai José Edilson de Oliveira Pletsch, o jovem Eduardo sempre teve o sonho de ser goleiro. O desejo de seguir os passos do pai iniciou aos cinco anos de idade, quando Eduardo começou a jogar futebol. Sua formação foi realizada no Fera, onde ficou até o final de 2015. Após o término daquela temporada, o garoto entrou de férias, mas não imaginava que em breve estaria defendendo as cores de um dos clubes mais tradicionais do Estado.

Seu recesso terminou em poucos dias, por vontade própria. Eduardo não queria ficar parado. No começo de janeiro de 2016, o garoto foi para o Olé, outro projeto de Montenegro, para disputar a tradicional Encosta da Serra. Na estreia do torneio, o adversário era o Novo Hamburgo. O Olé foi derrotado por 1 a 0, mas a atuação destacada do goleiro montenegrino chamou a atenção da comissão técnica anilada. “Fui muito bem, defendi até um pênalti naquele jogo. Logo após a partida já me chamaram para fazer teste lá no clube”, relembra.

Com apenas 16 anos, montenegrino já conquistou várias taças pelo Nóia

Eduardo ainda jogaria mais duas partidas pelo Olé na Encosta, mas seu destino já estava traçado, mesmo que outra proposta tenha surgido nesse período. Além do duelo emblemático contra o Nóia, o goleiro defendeu a equipe da cidade contra o Detroit e também contra o São José. Diante da equipe de Porto Alegre, outra grande atuação. “Perdemos aquele jogo, mas fiz boas defesas e peguei um pênalti novamente. Também me convidaram para jogar lá, mas eu já havia acertado com o Novo Hamburgo”, acrescenta.

Depois de se destacar pelo Olé no início da Encosta, Eduardo rumou para o Vale dos Sinos, no dia 12 de janeiro. Passou por um período de testes no Nóia, conheceu a estrutura do clube em uma semana e, como agradou a comissão técnica, foi integrado ao elenco da sua categoria em pouco tempo. “O ano de 2016 foi de adaptação, mas joguei a final da Lifuga, que ganhamos nos pênaltis. Peguei duas cobranças naquela ocasião”, ressalta.

A segunda temporada pelo Novo Hamburgo foi de grandes conquistas para Eduardo Pletsch. Titular do time Sub-15 durante boa parte de 2017, o goleiro ajudou a equipe a conquistar o título do Campeonato Gaúcho organizado pela FGF, foi campeão da Encosta da Serra, da Lifuga e da Taça da Amizade, em Roca Sales. Além disso, ainda conquistou prêmios individuais.

Em 2018, Eduardo não teve tanta sequência na equipe como no ano anterior, mas adquiriu experiência, liderança e mais uma taça no armário. O Nóia conquistou o título da Sulicampe na última temporada. “Lembro que no começo do ano eu era bem na minha. Na metade do ano fui tendo mais atitude, mais liderança, falando com o time. No Novo Hamburgo a gente tem convívio com os profissionais, conversamos com eles. É um clube bem família”, enaltece.

Inspiração no pai motiva jovem goleiro a construir história no Novo Hamburgo
O pai Edilson, que é goleiro desde os 12 anos de idade, é o grande incentivador de Eduardo no futebol. Porém, quando o filho deu os toques na bola, o pai foi contrário à escolha de Eduardo em ser goleiro. “Eu não queria que ele fosse goleiro, porque é uma posição ingrata. Você pode fazer dez grandes defesas, mas se tiver uma falha apenas, é isso que ficará marcado”, explica Edilson.

Apaixonado por futebol desde pequeno, o pai – atualmente com 43 anos – começou a jogar no Montenegro/Riograndense. Foi escolhido o melhor goleiro do Campeonato Gaúcho de 1988 e chegou a fazer testes no Grêmio, mas não tinha como permanecer no tricolor. Agora, torce para o filho trilhar um caminho de sucesso no futebol. E o garoto afirma que fará de tudo para dar essa alegria ao pai. “Sempre quis ser goleiro por causa dele (Edilson). Meu pai é fora de série, uma inspiração. Minha batalha é por ele”, diz Eduardo, que mede 1,82m.

Neste ano, o garoto vai para o último ano do Ensino Médio. Depois disso, quer atender a um pedido da mãe. “Quero me formar em Educação Física. Minha mãe me pede para estudar e conciliar com o futebol, e farei isso”, frisa.

Camisetas são vendidas por R$ 35,00 para ajudar a família com o material esportivo de Eduardo e as passagens

Os desafios com o Novo Hamburgo também empolgam Eduardo para a temporada atual. São pelo menos oito campeonatos a serem disputados em 2019 pela categoria Juvenil do clube anilado. “Quero jogar com frequência e ter muito sucesso neste ano. Tecnicamente, buscarei aperfeiçoar minha saída de bola e ter mais tranquilidade dentro de campo. Quero construir minha história no clube”, almeja o atleta.

Recentemente, o pai do atleta confeccionou camisetas e está vendendo para arrecadar dinheiro para ajudar com as despesas de materiais esportivos e passagens de Eduardo no Nóia. O valor da camiseta é R$ 35,00.

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