Hostin Casillas passou por Montenegro na manhã dessa quinta-feira

Aventura. Hostin Casillas, que saiu de casa há sete anos, passou por Montenegro nessa quinta

Ao completar 18 anos de idade, Hostin Casillas arrumou suas malas, pegou sua bicicleta e saiu de casa para realizar seu sonho. De lá para cá, passaram-se sete anos, e o ciclista, que é natural de Sinaloa, no México, já conheceu 49 países e trocou de bicicleta dez vezes durante a expedição. Na manhã dessa quinta-feira, 6, passou por Montenegro, onde fez um “pit stop” às margens da RSC-287 para se hidratar, antes de seguir viagem.

Hostin chegou ao Brasil há sete meses e já conheceu todos os estados do país. Na quarta-feira, esteve em Triunfo. Depois de passar por Montenegro, seguiu para São Leopoldo. Nesta sexta, deve ir a Bento Gonçalves e, de lá, receberá uma carona para São Paulo, onde precisa viabilizar sua permanência em solo brasileiro por mais alguns dias. “A Polícia Federal deu só mais 15 dias para eu ficar no Brasil, devido ao período que já estou por aqui”, explica.

Da capital paulista, o mexicano de 26 anos seguirá para Foz do Iguaçu, a última parada antes de deixar o país. O destino seguinte será a Patagônia Argentina, onde Hostin deve ficar por aproximadamente um ano, antes de retornar para casa. “Sempre quis aprender culturas diferentes e as tradições de cada local, além de conhecer as pessoas de cada país. Isso me motiva a continuar viajando e conhecendo países”, ressalta o ciclista.

Na aventura que iniciou há sete anos, Hostin já passou por todos os países da América do Sul, da América Central e da América do Norte, além de um ‘tour’ na Europa, onde conheceu Holanda, França, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Bélgica, Suíça, Croácia e Turquia. O objetivo do mexicano, além de aprender as culturas e tradições de cada país, é conhecer os principais pontos turísticos de cada lugar.

A expedição de Hostin pelo mundo teve alguns contratempos, como problemas nas bikes, perdas de passaporte e as mudanças repentinas de temperatura. Aliás, o clima foi o “menor dos problemas”, garante o ciclista. “Com o tempo o corpo acaba se adaptando às diferentes temperaturas”, minimiza. Por outro lado, Hostin precisou trocar de bicicleta dez vezes durante a viagem, por inúmeras razões. Além disso, alguns passaportes ficaram pelas rodovias, obrigando o ciclista a correr atrás de novos documentos várias vezes para seguir seu roteiro sem preocupação.

Quando Hostin Casillas retornar para sua casa, em Sinaloa, daqui cerca de um ano, a bagagem estará cheia, não apenas de roupas e acessórios, mas de histórias e experiências adquiridas ao longo dos últimos anos pelo jovem aventureiro.

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