Goleiro natural de Maratá atuou pelo Grêmio durante oito anos e destaca a importância dessa experiência. Fotos: arquivo pessoal

Paredão. Goleiro nascido em Maratá já jogou no Grêmio e na Alemanha

Quase uma década nas categorias de base do Grêmio, passagens por vários clubes do Estado e experiência na Europa. De volta ao Vale do Caí, o goleiro Éderson Nonnemacher agora fecha o gol nos campos da região e não pensa mais em voltar a atuar profissionalmente. Dono de um vasto currículo com apenas 24 anos de idade, o atleta nascido em Maratá defende atualmente o Juventude de Brochier, o Botafogo de São José do Sul e o Fase Boa, no campeonato de futebol sete do Cantegril.

Incentivado pelos pais desde pequeno, Éderson deu seus primeiros passos no futebol com oito anos de idade, na escolinha do Luis Carlos Winck, em Maratá. “Em geral, minha família gosta e é ligada ao futebol. Meus pais sempre me incentivaram”, ressalta.
Em 2005, o atleta ingressou na base do Grêmio e atuou por oito anos com a camisa tricolor. “Joguei apenas na base. No profissional do Grêmio, tive a oportunidade de participar de alguns treinamentos”, conta. Depois de defender a equipe gremista por quase uma década, Éderson passou por São José-POA, União Frederiquense-RS, Guarany de Bagé-RS, Marcírio Dias-SC e Santo Ângelo-RS. Por essas equipes, disputou a primeira divisão do Campeonato Gaúcho em duas oportunidades, a divisão de acesso e a terceirona do Gauchão.

No final de 2016, o goleiro foi para a Alemanha e realizou testes em dois clubes, um da quarta divisão nacional e outro da quinta. “Acabei não ficando, por não possuir cidadania europeia e pela minha baixa estatura (mede 1,85m) para goleiro – esse também foi um dos motivos da minha saída do Grêmio. Apesar de não ter conseguido permanecer lá (na Alemanha), foi uma experiência muito positiva na questão do futebol e na questão pessoal”, salienta.

“Na Europa, os treinadores trabalham muito passe em espaço reduzido, mantendo a posse de bola. A orientação é nunca se desfazer da bola. Sobre a experiência por lá, foi uma oportunidade única, poder conhecer um pouco da cultura e de vivenciar o dia a dia de um país de primeiro mundo como é a Alemanha”, enaltece Éderson.

Em 2018, Éderson (camisa 1) começou a jogar no Cantegril pelo Fase Boa

Quando voltou da Europa, o goleiro acertou com o Rio Branco, do Acre. No clube da região Norte do Brasil, disputou o Campeonato Acreano, a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. Ficou cinco meses por lá. “A temporada dos clubes menores é normalmente de quatro, cinco ou seis meses”, explica.

Depois da passagem pelo Rio Branco, Éderson não atuou mais profissionalmente. “Os clubes do interior passam muitas dificuldades financeiras e isso reflete diretamente nos jogadores. Estou há um ano e meio parado profissionalmente. Isso é muito tempo em se tratando de futebol profissional”, afirma.

No Vale do Caí, o goleiro de 24 anos não demorou a “receber propostas” para jogar. No semestre passado, estreou no Cantegril pelo Fase Boa. Além disso, está disputando a Taça da Amizade pelo Juventude de Brochier e ainda joga o Campeonato Regional de São Pedro da Serra pelo Botafogo, de São José do Sul.

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