Leleco, Olé, futebol, técnico, juvenil
Alex gonçalves, o Leleco, avaliou atletas em São Paulo e Minas Gerais Foto: arquivO IBIÁ

Oportunidade. Alex Gonçalves, o Leleco, esteve no Sudeste por 19 dias

A equipe juvenil do Olé teve um 2016 de muitos problemas dentro e fora de campo, ocasionados principalmente pela falta de comprometimento dos jogadores. Apesar do insucesso da categoria na última Encosta da Serra, o técnico Alex Gonçalves, o Leleco, 44 anos, teve seu trabalho reconhecido e foi convidado para avaliar atletas de São Paulo e Minas Gerais durante o mês de fevereiro.

Um empresário entrou em contato com o treinador no início do mês por meio da página de Leleco no Facebook, convidando o montenegrino inicialmente para trabalhar em São Paulo. Foi aí que surgiu a oportunidade do técnico ir ao Sudeste do país para observar jovens jogadores.

“Tenho minha página no Facebook, aí vou postando vídeos de jogos. Mês passado, um rapaz me ligou convidando para eu trabalhar em São Paulo com ele, mas é muito longe e tenho um problema grave no joelho. Então, este rapaz, que é empresário, me chamou para analisar e avaliar alguns atletas lá. Falei a ele que não tinha dinheiro e logo me disse que bancaria tudo. Fui de ônibus e saí daqui dia 6 de fevereiro”, conta.

Leleco chegou em São Paulo no dia seguinte e permaneceu em solo paulista até dia 10, conhecendo escolinhas e analisando jovens promessas do futebol local. De São Paulo, partiu para Três Pontas, em Minas Gerais, onde visitou mais algumas escolinhas com o empresário para analisar a garotada. No dia 14 de fevereiro, o treinador montenegrino voltou para São Paulo, dessa vez para a cidade de São José do Rio Preto, e repetiu o procedimento realizado nos outros lugares visitados.

Depois de analisar os meninos em São José do Rio Preto, Leleco aproveitou que estava em São Paulo e visitou sua irmã no final de semana. Permaneceu por lá até o último sábado, dia 25, e retornou a Montenegro. “A experiência foi boa. Vi novos métodos de trabalho. As escolinhas são pequenas, mas muito estruturadas. O empresário que me convidou quer que eu volte. Para mim é uma boa, para conhecer outras escolinhas. Tudo é conhecimento”, ressalta o técnico.

O comandante da juvenil do Olé frisa que inicialmente temeu ser um golpe, mas conversou com o empresário e se sentiu tranquilo para viajar. “Na hora do convite, achei que poderia ser um golpe. Mas falei para ele que não tinha dinheiro e ele disse que bancaria todas as despesas. Minha esposa até ficou com medo, mas falei que precisava arriscar. Chegando lá, encontrei o rapaz e vi que era realmente com quem conversei. Foi tranquilo. Ele me disse que eu estava avaliando e sendo avaliado, e que me acompanhava há tempo”, argumenta.

Durante o período de análise e avaliação, Leleco selecionou dois garotos que considerou diferenciados. Sobre o encaminhamento de jogadores para clubes, o treinador ressalta que o empresário busca jovens para jogar no Exterior. “Ele me disse que está atrás de jogadores com passaporte comunitário e de até 18 anos. Não sei nem para quais times vão os atletas. Mas, primeiro ele coloca os garotos em clubes pequenos. Os meninos que despontam vão para um time de fora do Brasil”, salienta.

O conhecimento adquirido nos 19 dias no Sudeste foi o ganho mais importante da viagem, segundo Leleco. “Não ganhei nada de dinheiro, mas foi um conhecimento que valeu muito a pena. A organização e o comprometimento das pessoas envolvidas lá também é preciso ressaltar. A gente ia aos treinamentos em sábados, domingos, e os pais sempre estavam presentes”, encerra.

Deixe seu comentário