Prefeito eleito teve votação expressiva sobre políticos experientes e diz que desafios não assustam

O prefeito eleito Gustavo Zanatta, do PTB, comemorava a eleição com familiares e apoiadores quando concedeu sua primeira entrevista ao Jornal Ibiá no fim da noite deste domingo, 15. “É um momento único. Gostaria que todas as pessoas pudessem estar no meu lugar para realmente sentir a minha alegria”, declarou.

Prestes a assumir um governo que, dentre muitos desafios, terá as consequências da pandemia do coronavírus pela frente, o novo prefeito disse estar preparado. “Desde o primeiro momento, quando eu resolvi entrar no meio político, eu sempre tive a responsabilidade e o compromisso com o cidadão montenegrino. Não vai ser diferente agora”, comentou. “Os desafios estão aí e a gente tem condições de, com o meu vice, Cristiano, e de outras pessoas com capacidade, fazer gestão e trazer resultados para a nossa cidade.”

Eleito pela coligação “Novos Caminhos, Nova Cidade”, com o MDB, o PRTB e o DEM, Zanatta avalia que a proposta de renovação política pesou ao montenegrino na hora de escolher seu nome como prefeito. “Eu caminhei os 45 dias de campanha sem parar, das oito da manhã às dez da noite e esse foi o meu termômetro. Todas as pessoas queriam uma mudança. Foi nesse conceito que a gente conseguiu mostrar pra elas que realmente a gente estava aqui com o novo”, analisou.

E mesmo com o seu partido e de seu vice – PTB e MDB – terem conquistado apenas três cadeiras na Câmara de Vereadores, o prefeito eleito avalia que não encontrará maiores desafios de oposição no Legislativo em seu mandato. “Eu já fui vereador e sei que essa questão de fazer oposição não leva a nada”, disse. “A gente tem que entender que atrás de um vereador sempre tem uma comunidade que está pedindo por demandas, então, eu tenho certeza de que a gente vai trabalhar muito, lado a lado. Não vai existir oposição.”

Gustavo Zanatta foi eleito com 12.376 votos, num total de 39,46% dos votos válidos. Ele é o segundo mais jovem a assumir o principal cargo do executivo montenegrino.

A apuração mais demorada da história
Os resultados das eleições na região da 31ª Zona Eleitoral foram confirmados apenas por volta das 23h de domingo. Mas a lentidão nunca vista na história eleitoral do Brasil desde a informatização dos pleitos foi sentida em todo o Brasil, inclusive em grandes colégios eleitorais, como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

A situação inicia pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de, pela primeira vez, centralizar todos os resultados em seu sistema, em Brasília, em detrimento inclusive dos Tribunais Regionais, que poderão divulgar os vencedores apenas nesta segunda-feira, dia 16. Então, após o fechamento das urnas, às 17h, uma falha em um dos componentes do sistema informatizado causou lentidão no recebimento e contabilização dos dados. Invasões de “hackers” e fraudes foram afastadas pelo ministro Luís Roberto Barroso em coletiva de imprensa.

A situação, inclusive, comprometeu a festa da vitória do prefeito eleito. Embora estivesse à frente na apuração, Zanatta só admitiu a comemoração depois da totalização pelo TSE. Muitos apoiadores não esperaram.

A onda verde que lavou Montenegro
Quando a equipe de Marketing da campanha de Gustavo Zanatta e Cristiano Braatz começou a definir a estratégia de comunicação, a proposta que prevaleceu foi a ideia de “novidade” e de “esperança”. Por isso, o grupo optou pela cor verde para simbolizar a dupla e passou a se referir ao movimento com “onda verde”. Desde os primeiros movimentos (acima) até a festa da vitória (abaixo), a proposta foi incutir no eleitor que ele deveria apostar numa alternativa aos políticos tradicionais, já que os principais adversários tinham experiência no comando da Prefeitura. Considerando o resultado do pleito, neste domingo, parece que funcionou.

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