O tema sorteado para o bate-papo entre Lica e Gustavo Zanatta foi “Planejamento”

GUSTAVO ZANATTA é o último entrevistado do quadro do Ibiá

Último convidado do quadro “Pronto. Falei!” especial das eleições, o candidato Gustavo Zanatta, do PTB, falou sobre como, se eleito, trabalhará o planejamento da cidade em seu governo. Escolhido através de sorteio, o prefeiturável apontou que planejar – processo que engloba saber onde cortar gastos e que demandas atender primeiro – precisa ser baseado nas necessidades das pessoas, estando presente nas comunidades e abrindo novos canais para ouvir os munícipes.

Mostrar formas de pensar como essa dentre os candidatos a prefeito de Montenegro é o objetivo do “Pronto. Falei!”. Apresentado pela diretora do Jornal Ibiá, Maria Luiza Szulczewski, a Lica, o bate-papo com Zanatta ocorreu na tarde dessa terça-feira, dia 3, e foi transmitido ao vivo pelo Facebook da sede do Jornal Ibiá. “Planejamento e gestão se completam e essa é uma pauta muito pertinente para uma candidatura que tem como slogan ‘Novos caminhos, nova cidade’”, pontuou Lica. O candidato integra coligação com o MDB, o PRTB e o DEM.

“Duvido achar alguém que caminhe mais por essa cidade que eu”, disse Zanatta ao elaborar sobre a necessidade de ouvir a comunidade. Em suas andanças para identificar o que precisa a população de Montenegro, o candidato diz que tem encontrado pessoas desacreditadas na Política, que lhe dizem que não sabem quem é o prefeito e que entendem que promessas não passarão de promessas após confiarem seu voto em determinado candidato. “Hoje, eu faço um trabalho redobrado para tentar explicar para elas que eu não sou farinha do mesmo saco”, declarou.

Zanatta apontou que 90% das reclamações ouvidas por ele se referem aos buracos das ruas. Isso vai integrar o planejamento do seu governo. “Vai ser nosso primeiro enfrentamento: mapear todos os bairros e o interior para saber quais são os principais fatores que fazem com que a gente tenha nessa uma das principais demandas”, prometeu. Lica apontou que, dada a urgência e o quão imediatistas são as pessoas, muitos não iriam querer esperar para que esse mapeamento fosse feito em prol da solução de longo prazo, mas o candidato ressaltou que, com sua facilidade de comunicação e o trabalho presente para que as pessoas voltem a acreditar na Política, conseguirá convencer quanto a importância do planejamento.

Nesse trabalho, ele destaca, há também pepel importante das tecnologias. Uma melhoria no layout e na organização do site da Prefeitura; remodelagem da ouvidoria e a criação de um aplicativo para celular onde será possível apontar demandas por serviços e encaminhar atendimento em setores como o de alvará e de IPTU também servirão para captar as necessidades e trazer o contribuinte para participar dentro da gestão.

Candidato salientou como o planejamento no seu governo passará pelo diálogo com as pessoas


Plano Diretor, CC e, sim, Centro Administrativo

Um dos pontos abordados no programa foi quanto a projetos já encaminhados na gestão atual, do prefeito e também candidato, Kadu Müller. Zanatta garantiu que dará continuidade a todos os que tiverem em andamento. “A gente tem que parar com aquela coisa de que se foi o prefeito tal, a gente vai parar”, declarou. Um exemplo dado foi o embelezamento do Porto das Laranjeiras. O candidato disse que, se eleito, vai analisar o que está em andamento em Montenegro ou em Brasília e, diante do que estiver parado, pleitear com deputados e senadores para envio de verbas para executá-los. “A gente quer dar continuidade a todos os projetos que possam dar benefício ao maior número de pessoas”, adicionou.

Mas o que o candidato diz querer mudar em relação à situação atual é o número de cargos de confiança. Zanatta apontou que, hoje, são 146 CC’s trabalhando na Prefeitura, quantidade que, em sua percepção, não é necessária para fazer uma administração. Para o prefeiturável, o caminho é valorizar o funcionário de carreira oferecendo função gratificada, o que custaria menos e colocaria, em cargos importantes, pessoas com maior capacidade técnica e conhecimento da máquina pública.

Lica também questionou Zanatta sobre sua proposta de construção de um Centro Administrativo que englobe, em um só lugar, todos os setores da Prefeitura. “Hoje, nós pagamos R$ 70 mil mensais de aluguéis. Isso é quase R$ 1 milhão por ano”, pontuou o prefeiturável para explicar a proposta. Como a criação de um centro não é uma ideia de hoje, tendo havido até um plebiscito que escolheu o bairro Timbaúva como local para sua instalação, o candidato apontou que o caminho para tirar o projeto do papel é dividindo-o em blocos, fazendo a construção aos poucos. Os recursos, nesse sentido, seriam obtidos através de permuta com áreas de propriedade da Prefeitura, reduzindo os custos com aluguel conforme as diferentes secretarias fossem sendo realocadas ao novo local; e também cortando gastos com deslocamento de servidores entre um setor e outro. O local de instalação, segundo ele, permanecerá o escolhido em plebiscito, no Timbaúva.

Por outro lado, Gustavo Zanatta também está propondo melhorias estruturais nos prédios de repartições. Em suas palavras, algumas secretarias “sofrem do caos”, com problemas de rede elétrica, goteiras e afins. Corrigir esses problemas, segundo ele, é oferecer melhores e mais seguras condições de trabalho aos servidores públicos; bem como de atendimento aos munícipes que busquem o poder público. E questionado sobre uma possível contradição entre gastar nas melhorias e construir o Centro Administrativo, o candidato explicou que as intervenções atenderão, principalmente, locais que seguirão separados do centro, como a sede da secretaria municipal de Saúde, na Assistência.

O prefeiturável também foi convidado a falar sobre a atualização do Plano Diretor de Montenegro, numa reorganização que, por exemplo, passa pela regra do limite de andares dos prédios e a proposta de fazer a cidade crescer vertical ou horizontalmente. Zanatta salientou que o tema precisa ser bem discutido com a comunidade e o Conselho do Plano Diretor, mas não se comprometeu dizendo de que forma prefere essa organização, citando que qualquer planejamento nessa linha também precisa prever oferta de saneamento, educação e saúde, conforme a divisão da população. “A gente tem que fazer um estudo de sentar e conversar com as pessoas”, falou.

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