Visando terceira vez como Prefeito de Maratá, candidato expõe ideias

Quem é Paulo Roberto Abraham?
Eu sou casado, tenho 60 anos. Sou casado há 34 anos com Roseli Abraham. Tenho dois filhos: o Deivis, com 31, o Denis, com 26. Eu acho que, de trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher, e tenho orgulho da minha esposa por estar do meu lado sempre. Fui vereador no município de Brochier do Maratá e, na época, me elegi sendo o quinto mais votado, então pelo PMDB. Na época, já no primeiro ano, iniciamos a pensar em emancipar Maratá. Começamos um trabalho na comunidade para que esse sonho da comunidade de Maratá de se emancipar se tornasse realidade. Então, foi onde eu me filiei a esse partido, que foi o PTB. Depois, me elegi em Maratá como vereador. Depois, concorri a prefeito, substituindo o primeiro prefeito de Maratá, me reelegi. Me elegi muito bem nas duas ocasiões: uma vez com 67% dos votos, na outra vez com quase 70%, 69% dos votos. Trabalhei no governo do Estado, na Assembleia Legislativa. No governo do Estado eu trabalhei na Casa Civil no governo Rigotto. Trabalhei com o deputado Marcelo Moraes na Assembleia Legislativa, como assessor, e também com o deputado Aloísio Classmann, que é líder da bancada do PTB. Me licenciei para concorrer a prefeito de Maratá.

O que motivou o senhor a colocar seu nome à disposição da comunidade de Maratá?
Olha, muitas vezes, as pessoas costumam criticar. Eu não gosto de críticas. Eu acho que cada prefeito que passou por Maratá fez a sua parte. Mas a gente discorda de algumas coisas, e no momento em que você discorda, você também tem que ir colocar o seu nome à disposição da comunidade e foi o que eu fiz. Porque eu vinha me preparando para ser candidato a vereador e as coisas foram andando e coloquei meu nome à disposição do partido por não concordar da forma como a política vem sendo conduzida em Maratá. Até pela experiência e o conhecimento que a gente já tem, porque eu, praticamente, que conheço em torno de 95% da população de Maratá por nome e sobrenome, conheço as pessoas todas, conheço a realidade do Município, sei as dificuldades do Município, tenho contato direto com a população e sempre continuei, mesmo estando afastado da vida pública de Maratá, continuei auxiliando o Município e a comunidade de Maratá.

O senhor já foi eleito prefeito por duas vezes e vice-prefeito por um. No que essas passagens pela Prefeitura podem lhe ajudar caso o senhor volte a ser eleito para a chefia do Executivo?
Em muito porque, em primeiro lugar, quando a gente se elege prefeito, a gente tem que ter respeito com o dinheiro público. Porque esse dinheiro é do contribuinte do Município e eu sempre tive como meta o respeito pelo dinheiro público e saber aplicar bem os recursos públicos do Município. A gente não pode ter, hoje, cargos sendo colocados e pensando em futurar eleição ou reeleição. Temos que aplicar os recursos públicos na Agricultura. O nosso produtor, hoje, está completamente abandonado, o que deixa a gente muito triste porque o nosso Município é basicamente agrícola. Foram prometidos nos governos anteriores de que iam gerar empregos e não geraram. O único emprego, o que gera bastante emprego é a indústria de calçados da Kildare, que veio no meu governo, em 1997, onde empregaram em torno de 600 funcionários e, hoje, está em torno de 120. Onde existia um balanço entre a receita no valor adicionado da fábrica de calçados com a produção primária e hoje, não. Hoje, 80%, 90% da receita do Município, do valor adicionado, vem da produção primária. Então, tem que ser um olhar diferente para o nosso produtor rural e também não tirar os olhos da nossa cidade e da geração de empregos.

Maratá é conhecida como Capital das Belezas Naturais e apresenta potencial para o turismo. Caso eleito, como o senhor planeja ajudar a desenvolver esse setor?
Primeiro, a gente tem que fazer com que o turismo comece a gerar renda tanto para o Município quanto para as pessoas que vão investir. Não se pode fazer turismo sem ter essa visão e ficou bastante abandonado, tanto que a gente ouviu muitas críticas da própria comunidade de Maratá com relação às nossas belezas naturais estarem fechadas. Se sabe que teve todo esse processo da pandemia, mas não se justifica um ponto turístico estar fechado. Deveria estar aberto à população porque muitas pessoas se deslocaram de diversas cidades para Maratá e chegaram para encontrar o ponto turístico fechado, o que gerou uma certa decepção. Então, se a gente está divulgando que tem um potencial turístico, esse potencial turístico tem que ser apresentado para as pessoas, para que as pessoas voltem a Maratá novamente. Dessa forma, a gente vai incentivar para que o turismo cresça, mas de forma organizada.

Seu plano de governo apresenta a proposta de revisar o programa de bônus incentivo ao produtor rural. Candidato, o que precisa ser revisto?
Tem que ser revisto porque há uma certa distorção nesse bônus que deixa de beneficiar aquele pequeno produtor, também. Lógico que o grande tem que ser beneficiado. A gente vai sentar com os produtores rurais para discutir a melhor forma desse plano, porque, assim, o grande produtor ganha o bônus, mas também está insatisfeito porque poderia ser melhor e o pequeno não recebe nada. Então, há uma distorção muito grande e a gente vai sentar com os produtores rurais e discutir essa questão do bônus e com relação ao atendimento, também.

A proposta de reestruturação do parque de máquinas da Prefeitura inclusa no plano de governo da sua candidatura irá se consistir no quê?
A gente quer reimplantar a patrulha agrícola porque aquele nosso produtor rural muitas vezes precisa de algum equipamento e não se tem mais à disposição dele um equipamento para fornecer. E se a gente criou um Município, foi pra facilitar a qualidade de vida da nossa população e facilitar também para o nosso produtor, o nosso pequeno produtor, pensando nas nossas pessoas. É o que não está acontecendo hoje. Muitos equipamentos, inclusive, abandonados. Muitas vezes sem saber onde estão os equipamentos. Teve vez que um equipamento esteve lá no produtor rural fazendo uma silagem, recebiam ligações dizendo que teria que voltar o equipamento porque o equipamento iria, no dia seguinte, pra leilão. Então, eu acho que a gente tem que ter um respeito com a população de Maratá, que acreditou em nós quando a gente foi pedir o voto pro “sim” na época. Tem que se ter um respeito muito grande com essa população e isso, graças a Deus, eu vou ter.

Candidato, entre suas propostas está a de buscar e apoiar ações de qualificação da mão de obra local. Se eleito, como o senhor pretende fazer isso?
Trazendo cursos técnicos e encaminhando para cursos técnicos, auxiliando com transporte para esses jovens, porque a grande maioria dos jovens, hoje, está saindo do nosso Município e indo para outras cidades. Eu tenho exemplos dentro da minha família, meu filho. A gente sente isso na pele, as famílias trazendo essa angústia pra nós. Então, a gente vai trazer cursos de qualificação para Maratá. A gente vai encaminhar, também, para outras cidades, se não for possível trazer para Maratá, e, também, encaminhar o jovem para o primeiro emprego. Tudo o que a gente vai fazer é para melhorar a qualidade de vida para a nossa população.

De que forma o senhor pretende ampliar o sistema de videomonitoramento?
Hoje, o videomonitoramento que existe em Maratá está instalado dentro do gabinete do prefeito. Não é possível isso. Tem que se fazer um convênio com a Brigada Militar, se ter uma sala especial e implantar esse videomonitoramento nas principais entradas da cidade. E implantar também no interior, nos principais pontos para que se consiga manter a segurança da população de Maratá. Até por se ter uma proximidade com o secretário de Segurança, que é do nosso partido, o atual vice-governador. Inclusive, a gente já esteve conversando sobre isso e vamos implantar em Maratá. Não gera um custo muito alto. É só ter boa vontade e fazer um convênio com a Brigada Militar.

O senhor deseja deixar uma mensagem final aos eleitores de Maratá?
Eu quero agradecer, em especial, ao meu vice-prefeito Alexandre, que tem me acompanhado – é um rapaz jovem, de 42 anos – e dizer que o vice-prefeito tem uma participação muito importante no governo. E eu tenho certeza que o meu vice-prefeito está preparado para assumir como vice-prefeito. E quero agradecer a comunidade de Maratá pela recepção nas residências que a gente visitou. A gente visitou quase todas as residências, já do Município – faltam algumas dentro da sede – levando o nosso plano de governo de mãos em mãos, reafirmando o nosso compromisso com a comunidade de Maratá, mostrando o que a gente quer fazer e o respeito e o amor que nós temos por essa cidade. A gente tem trabalhado com seriedade, sem críticas aos nossos adversários nas residências, respeitando a cada um deles, porque o voto é dessa forma que a gente tem que conquistar. Um grande abraço à comunidade de Maratá e até o dia 15.

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