O padre Ricardo comandará a procissão da Paróquia Sagrado Coração

A Catedral São João Batista e a Paróquia Sagrado Coração de Jesus promovem a tradicional procissão nas ruas

Em Montenegro, a Sexta-feira Santa será marcada por procissões ao Senhor Morto, na Paróquia São João Batista, no Centro; e no bairro Timbaúva, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Este ano, a caminhada é inspirada no tema da Campanha da Fraternidade da CNBB “Fraternidade e a superação da violência”. Um dos momentos marcantes ocorrerá em frente à Central de Polícia, local onde estão instaladas a Delegacia Regional da Polícia Civil, Delegacia de Pronto Atendimento e também a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

Na Paróquia São João Batista, a procissão ocorre às 19h, com saída da Catedral. A caminhada luminosa passará pela rua Apolinário de Moraes, seguindo até a rua Osvaldo Aranha, e retornará para a igreja pela rua Cel. Antônio Inácio.

Já no bairro Timbaúva, a concentração ocorre às 20h em frente à Central de Polícia. Para o padre Ricardo Nienov, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, a violência enfrentada pelo mundo moderno é reflexo do que viveu Jesus Cristo há mais de 2000 anos. “Essa violência que enxergamos hoje é a atualização do processo da morte de Jesus. Cristo representa a identidade de várias outras pessoas ‘crucificadas’ pela história, seja pela exposição a humilhações ou agressões”.

Na ocasião, está prevista uma fala da delegada responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Cleusa Spinato. O deslocamento pela Avenida Júlio Renner até a paróquia tem duração prevista de uma hora e deve reunir grande quantidade de fiéis.

“Devemos aproveitar para alimentar a fé dos fiéis”
O pároco Ricardo ressalta que a procissão ao Senhor Morto é um dos momentos mais emocionantes e aguardados pelos fiéis. Contudo, ele destaca a importância de se compreender o significado dessa representação. “Não se trata apenas de andarmos com a figura de Cristo morto. Temos que valorizar o sacrifício de Jesus, mas dar um passo a mais e enxergar que a morte nos leva para a vida”, explica. “A procissão, em si, não teria sentido não fosse pela perspectiva e expectativa da ressurreição.”

Conforme o padre, para os fieis, a imagem de Jesus morto significa uma identificação com o sofrimento e a dor humana. “Por exemplo, uma mãe, ao contemplar o Cristo morto, vai se identificar com Maria e seu filho”, compara.

De acordo com o religioso, outros aspectos estão relacionados à devoção dos fiéis na procissão ao Senhor Morto. “Em primeiro lugar, a pessoa se identifica naquele sofrimento, em segundo é contemplado o amor profundo de Deus por nós. E terceiro, é uma procissão para lembrar que o povo de Deus é caminhante. Estamos em constante movimento. Este caminhar é o processo da fé”, conclui.

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