O novo vice-diretor da Esfes já foi comandante e sub-comandante do 5º BPM

melhorar o conhecimento. Ideia visa atrair mais efetivo para a região do Vale do Caí

“Para que a gente possa fixar o efetivo da Brigada Militar no Vale do Caí, é preciso melhorar a condição de concorrer daqueles que são daqui”. A frase do novo vice-diretor da Escola de Formação e Especialização de Soldados de Montenegro (EsFES), major Iber Augusto Lensina Giordano, 49, expressa seu pensamento sobre uma ideia que pode servir como atrativo para novos policiais militares. A meta é antiga, mas agora, como sub-comandante da instituição de ensino, voltará à pauta de trabalho de Giordano.

Com pouco mais de uma semana de atuação como vice-diretor da EsFES, Giordano ainda está se adaptando à nova rotina. Mas isso, não significa que já não tenha feito planos para os próximos períodos. Vindo do 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM), onde foi comandante por um ano e posteriormente sub-comandante, o major se orgulha em ter deixado sua marca na entidade. Entre um de seus feitos, ele destaca a retomada do projeto de visitas e inspeções da Brigada Militar. “Nele, a gente reúne a parte gerencial do comando da Brigada a cada período de 20 ou 30 dias. Com esse exercício de conversar com os comandantes das frações locais, junto com o Estado Maior, a gente conseguiu harmonizar procedimentos”, conta sobre o projeto.

O projeto também aproximou Polícia e representantes das administrações municipais. Desde então, o major tem pensado cada vez mais em executar em Montenegro uma parceria, que segundo ele, já deu certo em outras cidades. “Por onde passo procuro melhorar o acesso da população aos concursos da Brigada Militar”, diz Giordano. “Nós não temos em Montenegro um curso preparatório para vestibular ou Enem”, e é aí que entra a meta do gestor.

Na prática, o vice-diretor acredita que ao oferecer a oportunidade de qualificação, de forma gratuita, para concurseiros interessados em ingressar na Brigada Militar, a cidade estará mostrando aos candidatos incentivo para que permaneçam aqui. “Há um tempo atrás cheguei a comentar com algumas pessoas da Administração Municipal que seria interessante mobilizar um grupo de professores e fazer um projeto”, explica Giordano.

Na época o major chegou a ser questionado, pois poderia criar concorrência com cursos particulares e “atrapalhar” o mercado privado. Contudo, Giordano afirma que há falta de cursinhos na cidade, e por isso não desistiu de sua proposta. “Para que a gente possa fixar o efetivo da Brigada Militar no Vale do Caí, é preciso, com a participação voluntária dos professores, melhorar a condição de concorrer daqueles que são interessados em ficar aqui”, justifica. “Mesmo que o aluno se forme e vá para outra cidade, assim que possível ele vai querer voltar pra casa. É o que acontece nas outras regiões do Estado”, conclui.

O que diz a administração
A secretária municipal de Educação e Cultura, Rita Júlia Carneiro Fleck, diz que é preciso conhecer e entender o projeto e sua formatação. “É bastante importante, apresentar para os professores para encantá-los ao voluntariado. Com certeza irá beneficiar a comunidade interessada”, afirma a titular da pasta de Educação do município.

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