Na manhã dessa quinta-feira, 6, alguns trabalhadores não puderam embarcar no ônibus por lotação máxima. FOTO: ROGÉRIO SANTOS

Uma situação preocupou alguns moradores de Montenegro nessa quinta-feira, 6. Após espera na parada pela manhã, trabalhadores foram deixados para trás pelo transporte público que já passou lotado direto pelo ponto. Foi o que ocorreu com a comunidade do bairro Esperança. Kaká Pinheiro já passou por essa situação mais de uma vez e diz que não é de hoje o desrespeito com o bairro. A volta do comércio não essencial com restrições pode ter superlotado os ônibus, mas ela relembra que o mínimo nesse momento, era ter mais transportes.

“Vai todo mundo aglomerado ou perdem seus trabalhos por chegar tarde. Aí é o Uber ou o pão. O mínimo é mais transporte. Na pandemia, as pessoas que trabalham como faxineira, empregadas domésticas, jovem aprendiz, atendentes e que precisam se arriscar nesse momento ficam horas no ponto esperando um ônibus que, quando vem, chega lotado e passa reto. Chega a ser desumano”, destaca.

Kaká é objetiva: “Na periferia não está tudo bem, obrigado”. Como moradora do bairro, ela não aceita que a situação siga dessa maneira e volta questionar sobre as linhas. “Liberam o comércio, então as pessoas voltam ao seu trabalho. Mais pessoas tendo que se deslocar até os bancos para receberem auxílio, mais aposentados e pensionistas. É um caos”, pontua. Ela, assim como os demais moradores do bairro, querem uma solução. “Até quando nós, trabalhadores que levamos pão aos nossos lares e pagamos nossos impostos vamos ter que esperar a Prefeitura ou a Viação Montenegro tomar uma providência? Um joga para o outro, mas ninguém assume a responsabilidade com a comunidade da periferia. Estamos pedindo o mínimo: transporte público decente, que nos respeite”, indaga.

O que diz a Vimsa?
Até o momento, a Viação Montenegro afirma que a empresa está acompanhando os relatórios de demanda e avaliando novo cenário. Porém, não informou medidas a serem tomadas.

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