Representantes de forças de segurança consideram o local mal sinalizado

Engarrafamento e acidentes são frequentes no local

“O nosso trevo não é organizado. A maior parte dos erros no trânsito é por falta de conhecimento, porque ele não é bem sinalizado”, expõe o empresário João Fernandes de Souza, sobre a “rótula da Comauto”. Uma das entradas com trânsito mais intenso de Montenegro, o local que é palco para acidentes e diários engarrafamentos foi tema de debate na Câmara de Vereadores.

Desde os anos 70 com empresa no local, Souza explica que antes quando não existia a rótula ocorriam muitos acidentes com mortes. “Melhorou muito depois que colocaram a rótula. Diminuiu acidentes mais graves, mas precisa ser melhorado. […] São 32 empresas no entorno e pode prejudicar o comércio do local dependendo do que vai ser feito”, comenta.

Proposta pelo vereador Gustavo Oliveira (PP), a reunião tinha como objetivo encontrar uma alternativa para desafogar o tráfego naquele trecho que tem horários de picos no início da manhã, entre meio dia e uma hora da tarde e afunilamento no fim da tarde quando começam a regressar para casa os trabalhadores das empresas que estão no entorno da RSC-287 e BR-470.

Segundo o vereador, a demanda chegou até seu gabinete após diversos contatos da população. “O cruzamento tem trânsito muito intenso e a gente sabe disso. Precisamos encontrar uma alternativa que possa resolver ou mesmo amenizar a situação. Tem trabalhador que fica esperando cerca de 20 minutos, depois que saí do trabalho, para conseguir acessar a rua Buarque de Macedo”, diz.

Uma alternativa imediata sugerida ao vereador do Progressistas para amenizar os problemas com o trânsito foi uma ação com policiais ou guardas municipais no local. Presentes no encontro, representantes da Brigada Militar e da Guarda Municipal relataram não ter jurisprudência na via. “A jurisdição é da PRE (Polícia Rodoviária Estadual), e eu não posso falar por eles, porque tem questões técnicas no policiamento que competem a eles somente”, explica o comandante da Força Tática, tenente Maximiliano Medeiros Ávila.

Para o tenente, assim como para Gustavo, é necessário buscar minimização de impactos em primeiro momento, para depois – em médio e longo prazo – se pensar em algo maior. “A fim de minimizar os impactos do que está ocorrendo ali se faz necessário um estudo técnico referente à situação e obras de baixo custo para agilizar em primeiro momento o aperfeiçoamento da sinalização do local, para se deixar mais condizente com a realidade. Porque são obras de baixo custo em tese”, completa.

De acordo com o vereador Gustavo Oliveira, uma reunião deve ser marcada com a Polícia Rodoviária Estadual, que tem autonomia sobre a rodovia. “[…] Pra gente ouvi-los e saber qual é a posição deles em relação a essa situação, e depois disso nós vamos pensar o que podemos fazer”, explica.

Na tarde desta quarta-feira, 17, a reportagem do Jornal Ibiá entrou em contato com o órgão e foi informada que dificilmente pode disponibilizar efetivo para a rótula. “É muito difícil, porque eu já preciso colocar lá na TaQi, na travessia. É outro lugar também que está bem complicado, todos os dias tem acidente, ou com danos ou alguém se machuca”, explica o sargento Vinícius Lisboa, comandante da PRE.

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