Criança estava na cadeirinha, no banco de trás, ao lado da mãe

Apenas 8 meses. Família retornava de Triunfo, onde batizaram a criança. Carro saiu da pista e atingiu árvore

Isabele Lohanne Sarmento Rodrigues, de apenas 8 meses de vida, e seu padrinho Sérgio Henrique Rodrigues Inácio, de 22 anos, foram sepultados às 16h dessa segunda-feira, 28, no Cemitério Evangélico de Montenegro. Ambos foram vítimas de um grave acidente no final da manhã de domingo, dia 27, na RSC-287, quando retornavam do batizado do bebê. O pai da menina, Gustavo Rodrigues, de 24 anos, recebeu alta médica. A mãe, Karen Andris Sarmento, de 24 encontra-se em estado grave em um hospital de Canoas.

A família de moradores de Montenegro voltava de Triunfo, onde, na localidade de Coxilha Velha, a criança havia acabado de ser batizada. O acidente ocorreu no Km 8 da rodovia, logo após a entrada para a ERS-411 no sentido Montenegro / Triunfo.

Na hora da tragédia, por volta das 11h50mim, chovia bastante. Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros atuaram na ocorrência. Até o momento, as autoridades tratam como um acidente de causas desconhecidas. O veículo – um GM Classic – perdeu o controle, atravessou a pista contrária e bateu contra uma árvore. A pequena estava na cadeirinha, instalada no banco de trás do veículo, que era dirigido por seu pai. O padrinho, que era primo de Gustavo, estava no banco ao lado do bebê.

Família vinha de Coxilha Velha, onde ocorreu o batizado
Isabela era filha única do casal Karen e Gustavo. Foto: Reprodução Facebook

“Ele só perguntava pela filha”
Um morador próximo participou dos primeiros atendimentos às vítimas. Ele ouviu o barulho do acidente e foi ver o que havia ocorrido. Encontrou uma pessoa tentando sair pela janela do carro. Logo Samu e Bombeiros estavam no local. “Ajudei ele.

Parou outro carro e o condutor ajudou também. Ele só perguntava pela criança, pela filha. Me disse que vinham do batizado. E eu disse pra ele que ela estava bem. Porque eu não podia dizer pra ele o que tinha acontecido”, conta o morador que se identificou como Sandro, de 50 anos. O homem relata que este, infelizmente, não é o primeiro acidente no qual presta atendimento às vítimas. “É meio frequente acidente aqui”, relata.

Uma familiar que estava no local, mas pediu para não ser identificada, relatou à reportagem que a família estava reunida para o batizado e que quando eles pegaram a estrada em direção a Montenegro, com a demora em ter alguma notícia, foi ficando angustiada. “Senti que algo tinha acontecido”, contou.

Sérgio Henrique Rodrigues Inácio. Foto: Reprodução Facebook

Ao ligar para o telefone de Karen Andris Sarmento, mãe da bebê, ela confirmou a suspeita. Um profissional da área da saúde atendeu a ligação e informou que três adultos haviam dado entrada no Hospital Montenegro. Ao chegar ao local do acidente ela soube do óbito, tendo a triste tarefa de informar aos familiares.

Sérgio sofreu parada cardíaca e faleceu no começo da tarde. Gustavo teve alta nessa segunda-feira em tempo de dar adeus à filha e ao primo.

Dor na despedida de afilhada e padrinho
Em frente ao Cemitério, familiares e amigos de Sérgio Henrique Rodrigues Inácio e da pequena Isabele Lohanne, relembraram os recentes momentos de alegria que a família vinha passando. Primeiro o nascimento da menina, os planos para o batizado e as projeções de um futuro cheio de esperança.

A reunião familiar, que ocorreria na casa dos moradores do bairro Bela Vista, no domingo – em comemoração ao batizado – foi cancelada pela falta dos donos da festa. A avó paterna preparava o almoço quando soube do acidente, desesperada, ela largou tudo para ir ao encontro dos seus.

Seu Ivo Silva de 76 anos, dindo de Henrique, conta que o afilhado era um rapaz exemplar. “Desde pequeno sempre foi muito querido por todos. Era um exemplo de guri”, conta o idoso. O jovem trabalhava na JBS e há pouco tempo havia comprado um automóvel Chevette. “Quando soube do acidente, achei que era o Henrique que estava dirigindo”, acrescenta seu Ivo.

Os caixões de afilhada e padrinho chegaram juntos ao Cemitério, assim como estiveram também durante a cerimônia de velório. Ao som de cânticos religiosos, as urnas foram carregadas pelos familiares das vítimas até o destino final.

Deixe seu comentário