PAI Haroldo Hoerlle e filha Cristina Dietrich atiraram lado a lado

Sociedade realizou domingo a prova de tiro entre homens e mulheres

Para os membros da Sociedade Cultural e Esportiva Matiel, o tiro ao alvo ultrapassa qualquer preceito de competição. A modalidade se tornou uma fração da história dos colonizadores alemães, por isso deve ser mantida viva no interior da cidade de Pareci Novo. Então novamente, nesse domingo, dezenas de associados se reuniram na Festa do Tiro Rei e Rainha 2018.

A nova Comitiva da Festa foi conhecida no final da tarde, após cerca de 120 homens e mulheres disputarem no Estande de Tiro Tarso Dutra. Laércio Zirbes, 56 anos, é um benemérito sócio, ex-rei e que na Comitiva 2017 foi 2º Cavalheiro, que defende o tiro como Patrimônio Cultural. Ele explica que a tradição trazida da Alemanha é baseada no “atirador” que defendia as aldeias.

Aqui, em meio à mata brasileira, esse elemento passou a ter novamente importância. O que era questão de sobrevivência virou honra à Pátria, tendo sido transformado no Tiro de Guerra, onde cidadãos eram treinados para defender as comunidades durante as revoluções. “Depois virou uma confraternização da comunidade aos domingos”, salientou Zirbes.

A mesma defesa faz o mestre de cerimônia Haroldo Hoerlle, de 79 anos e que há 50 conduz a Comitiva e competidores ao evento. Ele ilustra a importância do Tiro ao lembrar que o esporte chegou antes mesmo da Sociedade, pois a Matiel foi fundada em 1906 para organizar as competições. Em 1957, foi aberta para a participação das mulheres.

Comitiva do Tiro 2018
Rei – Luiz Carlos Cardoso
1º Cavalheiro – Pedro Kleinschimith
2º Cavalheiro – Gildo Sebastião da Cruz
Rainha – Liane Kleinschimith
1º Dama – Ariela Colling
2ª Dama – Graziele Adamy
*Coroação será feita em baile no dia 27 de outubro

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