Líder Tratores já trará nesta Expointer séries T3/ T4 com tecnologia de motor, câmbio e eixo dianteiro de menor giro

Modernidade. Tratores que lêem e armazenam dados na “nuvem” trazem lucro e qualidade

A tecnologia agrícola avançou muito, garantido um pouco mais de conforto à mulher e ao homem do campo. Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), trouxe ao Ibiá uma série de exemplos de tecnologia fina embarcada em tratores e colheitadeiras, que substituíram a intuição e tornaram a tela de computador algo comum na lavoura.

Contudo, a indústria de máquinas agrícolas enfrenta o desafio de alcançar a agricultura familiar. O primeiro passo é incorporar as tecnologias de ponta às máquinas de médio e pequeno porte, uma vez que são restritas aos grandes equipamentos. “O desafio é adaptar os softwares a custo competitivo para pequenas propriedades”, explica. Já existem lançamentos que revelam o esforço das indústrias nesta adaptação, reconhecendo que o pequeno agricultor é um excelente nicho de negócios no campo.

As novas tecnologias são desenvolvidas em muitas frentes, em grandes empresas espalhadas pelo mundo, em universidades, em startups, e a indústria faz o papel de integração. Ao encontrar um problema no campo, ela vai procurar neste setor de pesquisa uma solução, gerando assim seus produtos.

A Agricultura Digital chegou de forma ainda incipiente, mas crescerá especialmente pelo benefício financeiro. E deve-se considerar ainda que propícia uma gestão de grande volume de dados, úteis na formarão de sistemas de informação para apoio na tomada de decisão. Também gerou máquinas cada vez mais flexíveis, adaptáveis, autônomas e inteligentes, com leitura ambiental em tempo real e respostas imediatas.

Desafio de treinar a mão-de-obra
O segundo desafio no caminho da modernização é a capacitação. Ela é necessária em várias frentes, iniciando pelo proprietário, que deve ter conhecimento das inovações e também disposição para aplicá-la na propriedade. Operadores de máquinas é o segundo grupo a ser qualificado; seguido dos técnicos agrônomos que farão a análise dos dados. E final o terceiro obtáculo é o acesso à Internet em plena lavoura, cuja precariedade restringe o envio de dados à “nuvem”. A opção é o armazenamento de dados no computador de bordo das máquinas para depois descarregar na sede da fazenda, porém sem o benefício dos dados on-line.

Computador aliado ao trator
O cenário no campo é de máquinas colhendo e gerando dados georreferenciados. Um dos exemplos é a possibilidade do operador acompanhar, em tempo real, informações técnicas: temperatura do motor e consumo de combustível em litros/hectare, quantidade colhida e tempo gasto.

“Outra característica importante é a conectividade das máquinas à Internet, conhecido como telemetria”, recordou Bastos. Nela, os dados são armazenados “na nuvem”, formando um banco de dados das operações e do Meio Ambiente. E este acompanhamento pode ser visualizado online por meio de smartphone, tablet ou computadores desktop.

Assim é possível interferir imediatamente no trabalho caso haja desvio do planejado. Além disso, a análise destes dados permitirá planejar operações mais eficientes no futuro. “É comum também falar no meio agrícola na Agricultura 4.0 ou Agricultura Digital, expressão emprestada da revolução industrial 4.0”, explica. A chamada “quarta revolução industrial” pressupõe sistemas e máquinas inteligentes conectadas e a interação entre os domínios físicos, digitais e biológicos.

Tecnologias no campo
– máquinas sem operadores;
– processamento de imagens para identificar doenças, produtividade, fertilidade, umidade do solo e outros, captadas por instrumentos móveis como smartphones e drones ou satélites;
– visão computacional através de sensores para enxergar padrões, eventos e objetos que, em tempo real, fazem o equipamento assumir ações sozinho.

Deixe seu comentário