Trajeto maior, de 6 quilômetros, terminou poucos minutos depois da largada, com vitória de Virgilino Luis Proença

Saudável. Corrida e Caminhada Unimed 2017 reuniu profissionais e amadores empolgados e dedicados ao esporte

O saldo final da 7ª Corrida e Caminhada da Unimed em Montenegro, realizada na manhã de domingo, foi 380 inscritos, divididos em prova de três e seis quilômetros, além da caminhada. Mas não foi apenas isso! Pois, entre profissionais e amadores, havia muita gente diferente em busca da satisfação: pais e filhos, amigos, colegas de trabalho e de academias. Todos querendo vencer o sedentarismo, adquirindo mais saúde.

Neste tipo de acontecimento, falar sobre exemplos de superação é lugar-comum. No entanto, é justamente essa a missão das corridas de rua; especialmente essa, promovido por uma dos maiores planos de saúde privada do Brasil. E que história mais empolgante deveria ser contada, se não a de Júnior Guilherme de Vargas e seu filho João Miguel de Paiva de Vargas.

Primeiro falaremos do pai, que há um ano, aos 41 de idade, pesava 142 quilos. A saúde ameaçada o colocou na mesa de cirurgia para o procedimento de redução de estômago (Bariátrica Bypass). A nova chance o fez sair para o mundo correndo. E lá se vão sete meses de amadorismo, que rederam uma boa forma representada pelos sues novos 73 quilos.

Mas havia o menino, com 6 anos e Paralisia Cerebral que limita seu mundo. Foi quando em uma dessas provas, Júnior conheceu em Porto Alegre o grupo Rosto ao Vento, formado por pais que correm empurrando filhos em cadeiras especiais. Agora, a Corrida Unimed já é a quarta competição do menino, que, segundo o pai, adora participar.

“É um incentivo, tanto para mim quanto para ele, pai e filho correrem juntos”, avaliou Júnior. A beleza do esporte está em como aproxima as pessoas ou fortalece laços. Os irmãos Leomar e Luiz Carlos Hommerding estiveram lado a lado domingo, na prova de 3 km.

Leomar, 58 anos, explica que na juventude jogou vôlei no Riograndense. Mas o trabalho à frente da agência de turismo sugou seus dias. Quando sentiu necessidade de novamente praticar esporte, voltou através da corrida; completando sete anos de esforço recompensado.

“O objetivo único é saúde”, disse o empreendedor, que ainda formou o grupo de corridas Run Flytour Run. Já Luiz Carlos teve uma parada curta, um ano no máximo, e retornou com tudo. Há cerca de 20 anos, quando ainda nem existiam as corridas de rua, esse montenegrino já fazia corridas diárias cruzando a cidade, deixando pelo caminho seus 116 quilos.

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