Modalidade tem por objetivo diminuir o consumo de energia elétrica em períodos em que a rede costuma estar sobrecarregada

Listamos tudo o que você precisa saber sobre a modalidade que teve abrangência ampliada neste ano

Neste ano, a maioria dos brasileiros vai poder optar pela Tarifa Branca na cobrança de sua energia elétrica. É uma modalidade criada em 2018, primeiro para grandes consumidores. Teve a adesão ampliada em 2019 e, agora, em 2020, tornou-se ainda mais abrangente. Só não podem optar por ela os clientes que já se beneficiam de condições diferenciadas, como o pré-pagamento e a tarifa social. A tarifa é atrativa e pode ser uma boa oportunidade para que o consumidor gaste menos com a conta de luz no fim do mês. Vamos saber mais?

O que tem de diferente nessa tarifa?
Ela institui faixas de preço para a cobrança da energia elétrica. Em determinada hora, o cliente paga um valor “x”, em outra um valor “y”, de acordo com a definição de cada concessionária.

Como funciona a Tarifa Branca em Montenegro?
A RGE Sul define que, na Tarifa Branca, das 18h às 20h59min se dá a chamada “hora de ponta”, que é quando a cobrança é mais alta. Será cobrado, nesse período, R$ 0,99 pelo kW/hora consumido. Das 17h às 17h59min; e das 21h às 21h59min são “horas intermediárias”, com cobrança de R$ 0,64 pelo kW/hora. Nos demais horários, os “fora de ponta”, a cobrança é de R$ 0,45 pelo kW/hora.

Quanto é cobrado de quem não está na Tarifa Branca?
Em Montenegro, a RGE Sul cobra R$ 0,56 pelo kW/hora consumido na modalidade normal, independentemente do horário de consumo.

O que é preciso cuidar?
É preciso readequar o consumo para entrar na Tarifa Branca. Se a pessoa optar pela modalidade e seguir consumindo mais na “hora de ponta” ou nas “intermediárias” – esse é justamente o período em que as famílias, tradicionalmente, chegam em casa, fazem jantar, tomam banho, assistem televisão, etc – a conta de luz pode ficar até mais cara do que na modalidade normal.
Com a Tarifa Branca, é preciso priorizar o uso de chuveiro, ar condicionado e demais equipamentos que consomem bastante energia nos horários mais baratos. Aí, sim, ganha o consumidor e ganha a geração de energia, cuja demanda é diminuída nos horários em que a rede está muito sobrecarregada.

Como aderir à Tarifa Branca?
A adesão não é obrigatória. Aos interessados, basta contatar a RGE Sul na agência de atendimento da Ramiro Barcelos ou pelos canais digitais da concessionária. Confirmada a opção, a companhia vai trocar o medidor antigo do cliente por um novo equipamento que é capaz de tarifar a energia por horário. Não há custos extras.
Para quem já está conectado na rede, o prazo para que essas alterações sejam feitas, a partir da solicitação, é de 30 dias. Em instalações novas, a espera é de cinco dias úteis.

A cobrança sofre interferência das bandeiras tarifárias? Sim. Mesmo na Tarifa Branca, o acionamento das bandeiras tarifárias pela Agência Nacional de Energia Elétrica vai implicar em acréscimo no valor da conta de luz. Essa ferramenta foi criada para equilibrar as contas, quando há baixa produção de energia nas hidrelétricas e é necessário acionar outros tipos de produção. Em janeiro, a bandeira é a Amarela, o que significa um custo extra de R$ 1,343 para cada 100 kW/h consumidos.

Dá pra optar e depois desistir da modalidade?
Sim. O consumidor pode voltar à tarifa convencional a qualquer momento. A concessionária tem mais 30 dias para fazer a mudança. Caso o cliente queira voltar à Tarifa Branca mais uma vez, aí é preciso esperar 180 dias após a desistência.

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