Co-fundador da Dobra, Guilherme Massena, é um dos mentores dos participantes

Cinco principais ideias foram escolhidas e projetos
estão sendo desenvolvidos e serão apresentados neste domingo, 3

A primeira Startup Weekend Montenegro realizada desde ontem, no Campus da Unisc, chegou a  fase decisiva hoje, 3. Os 30 participantes elegeram as cinco melhores das 15 ideias levantadas durante os trabalhos. Agora, foram formadas as equipes e eles precisam correr contra o tempo para desenvolver os projetos. Amanhã, domingo, oito empresários vão assistir apresentações de 3 minutos sobre as iniciativas e avaliarão cada uma delas. Também há possibilidade de algum decidir investir em algumas das propostas.

Desenvolver o projeto demanda dedicação e agilidade intensas. Exige pesquisa com pessoas nas ruas para avaliar a necessidade do produto, estudo de como torná-lo viável,  busca de maneiras para torná-lo rentável, entre outras inúmeras fases a serem cumpridas.  Há promessa de alguns times de, inclusive, apresentarem protótipos. Mas o objetivo principal é saírem com o projeto validado. O formato do evento é idealizado pela empresa Google, e criado nos Estados Unidos e já é replicado em mais de 100 países.

Ontem, eles trabalharam até as 23h. Essa “moleza” não deve ocorrer hoje. “Eles têm muita coisa para fazer. A tendência é entrar noite a dentro”, comenta Leonardo Alex, um do organizadores.

Equipe de organizadores e mentores do evento realizado na Unisc

As ideias selecionadas foram: Sem Sobra, aplicativo (APP) para aproximar quem tem algum entulho de quem quer comprar o material; Conte Comigo, APP para ligar pessoas que desejam ajudar outras; Amo Presente, APP para facilitar a compra desses produtos; Embalagem Barbecue, saco de carvão que acende apenas com fósforo de forma prática; e Mac Veg, para facilitar a busca e compra de comida vegana.

Um dos mentores a falar com os empreendedores iniciantes foi co-fundador da Dobra , Guilherme Massena. Ele contou como a empresa passou de uma sala com uma porta improvisada como mesa e uma impressora simples a uma das dez startups mais conscientes do Brasil. Também falou sobre como elaborar os produtos da forma mais rápida e barata possível, sem esquecer da qualidade. Além de contribuir para a rentabilidade, isso auxilia na fase de testes, se o resultado for negativo, o prejuízo é menor, por exemplo.

A Dobra abriu em 2016 e ficou conhecida por confeccionar e vender as carteiras de “papel” – os itens contam com um design diferenciado e são feitos de tyvek, um material importado sintético e reciclável. O leque, atualmente, conta com camisetas, tênis e bags.

Para Massena, a participação no evento é uma forma de retribuição e de valorização da parceria entre as pessoas. “A gente sempre contou com a ajuda de muitas pessoas. A Dobra cresceu muito em razão disso. Quem vive num mundo só de competição, está no caminho errado, a colaboração é muito importante”, frisa.

Deixe seu comentário