Servidores no Vale do Caí se uniram a milhares de colegas em caminhada. Foto: Abamf Montenegro

Direito. Policiais e bombeiros querem dialogar sobre salários e aposentadorias

Em torno de 42 agentes da Segurança Pública no Vale do Caí, entre policiais e bombeiros militares, e policiais civis, se uniram ontem ao protesto em defesa dos direitos da classe. Reunidos na praça Brigadeiro Sampaio, no Centro de Porto Alegre, saíram em caminhada até o Palácio Piratini para pedir respeito diante dos atrasos e parcelamentos dos salários. No início do mês os policiais civis, de forma isolada, já haviam feito um dia de greve. As lideranças sindicais foram recebidas pelo chefe da Casa Civil assim que a caminhada chegou ao Palácio Piratini

A manifestação foi organizada pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), que levou para a rua, ainda, a preocupação com a quebra da paridade e integralidade salarial entre ativos e inativos. Segundo o atual presidente da Abmaf Vale do Caí, Gelson Constantino, existe uma proposta do Executivo para acabar com a regra onde aposentados e trabalhadores recebem o mesmo percentual de reajuste e ao mesmo tempo.

Além disso, a classe busca que essas duas folhas de pagamento sejam quitadas simultaneamente. Outro ponto de debate tem relação com a Reforma da Previdência, pois os servidores não querem ser desvinculados da classe das Forças Armadas. A proposta em andamento prevê o aumentado no tempo de serviço para aposentaria.

A caminhada ontem lembrou, ainda, as mortes de agente em serviço corridas em 2019.

Sindicatos imploram por diálogo franco
A Abamf representa os servidores de nível médio da PM, especialmente os soldados. Seu presidente, José Clemente, assinalou que o movimento também objetiva pressionar a abertura de um diálogo direto com o governador, Eduardo Leite. “O governador não conversa conosco. Embora grave vídeo dizendo que as medidas não são contra os servidores da segurança; ele vai a Brasília e fala o contrário nas negociações pela reforma da Previdência”, declarou.

A Abamf convocou para a manifestação apenas quem estava de folga ontem, ou que é inativo, para não prejudicar a população. Os servidores também foram orientados a não usarem suas fardas e evitarem o uso ou a exposição ostensiva de seus armamentos. “É um ato de política de classe”, destacou. Por serem militares, os servidores não possuem direito à greve.

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