Pinhão é alimento e renda extra para agricultores da Serra. Foto: Fernando Dias/Seapdr/ Arquivo

A Emater-Ascar/RS avalia queda de até 60% na safra gaúcha de Pinhão. O tradicional item na alimentação das famílias já começou a ser colhido e comercializado na região da Serra, mas com previsão em toneladas inferior ao ano passado, que também já havia apresentado quebra. As condições climáticas desfavoráveis influenciaram no período de desenvolvimento.

De acordo com levantamento realizado na região pelo órgão, em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a redução varia de 20% a 60%, dependendo do município e região. Isso representa menos receita para as famílias que têm no Pinhão um complemento de renda ou para aquelas que tiram o seu sustento da atividade.

Outro impacto será a elevação do preço ao consumidor, que parte dos R$ 6,00 o quilo na venda direta, podendo chegar a R$ 18,00 nos mercados. E neste ano, em função da Covid-19, foi implantado uma nova modalidade que é a comercialização em feiras on-line, como uma forma de proteger as pessoas e evitar a propagação do vírus. A boa notícia é que as pinhas e os pinhões que vêm sendo colhidos apresentam boa qualidade e sanidade.

Colheita no período do inverno
No RS, a liberação da colheita e venda ocorre a partir do dia 15 de abril, conforme a Portaria Normativa (DC-20) do Ibama. O intuito da regra é permitir a plena maturação das pinhas e a sua debulha natural de forma a proteger a reprodução dos pinheiros e garantir a alimentação da fauna, que também auxilia na propagação da espécie, semeando as sementes.

A safra do Pinhão vai até junho, porém, devido à maturação das pinhas se dar em épocas diferentes, é possível encontrar pinhão ainda em agosto e, por vezes, meados de setembro. A colheita é feita de forma manual, através da coleta das sementes diretamente no solo ou pela derrubada das pinhas com auxílio de utensílios.

Os técnicos na Emater reiteram junto aos agricultores a importância de observar a plena maturação das pinhas, para que o pinheiro cumpra sua reprodução e seu papel no equilíbrio do ecossistema da Floresta com Araucária. E também, para que o consumo de pinhão verde não prejudique a saúde do consumidor.

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