Para evitar aglomerações nos mercados, clientes aguardavam do lado de fora

Em coletiva na internet, quinta-feira, prefeito anunciou medidas duras de combate ao coronavírus

Pouca circulação de veículos e de pessoas. No primeiro dia do Decreto de Situação de Emergência em razão da pandemia do Covid-19, que restringe a abertura do comércio assinado pelo prefeito Carlos Eduardo Müller, Montenegro teve uma manhã de sexta-feira, dia 20, com ruas vazias e mercados cheios. Apesar da orientação de evitar aglomerações, diversas pessoas foram às compras nos estabelecimentos que podem seguir funcionando. A alta demanda acabou gerando a falta momentânea de alguns produtos nas prateleiras.

Morador do interior, Edson Luiz Gomes, 63 anos, aguardava para entrar num mercado que restringe o acesso a 20 pessoas por vez. Ele faz parte do grupo de risco e teria direito a fazer suas compras em horário específico, como determinado por Decreto do Estado. No entanto, ele não sabia da medida. Nem por isso deixou de seguir demais cuidados e orientações das autoridades. “O cuidado é redobrado. Já lavei tanto as mãos que os dedos estão murchos”, comentou. Sobre a ida ao mercado, diz que adotará nova rotina. “Geralmente fazemos compras duas vezes por semana. Mas agora iremos comprar além do comum para evitar ficar saindo”, explicou. Inclusive, Edson planejava que aquela ida ao mercado fosse sua última saída de casa nos próximos dias.

No supermercado Via II, no bairro Estação, está sendo proporcionada a higienização das mãos de todos os clientes e funcionários, além da limpeza dos carrinhos de compras após cada uso. “Desde o início da semana a movimentação dobrou por aqui. Muita gente procurando principalmente os produtos do setor de cereais, laticínios, higiene e enlatados”, comenta o gerente Luís Barbosa.

“Estamos controlando a entrada de clientes no mercado para evitar aglomerações. Apesar da procura ter aumentado, as pessoas estão colaborando, obedecendo aos novos procedimentos”. O gerente acrescenta que os estoques estão abastecidos e, por isso, não há motivo para pânico.

Também no Supermercado Mombach da Timbaúva a entrada é controlada para evitar agrupamentos. Na porta, um informativo de que há limitação da quantidade de produtos por pessoas, tais como papel higiênico, arroz, café, entre outros.

Aguardando para entrar no mercado, o aposentado Márcio Vargas, 52, ressalta a importância de se comprar apenas o necessário. “Não há necessidade de pânico, até para manter o mantimento para todas as famílias”.

Decreto determina que comércio adote providências
O governador, Eduardo Leite, assinou na quinta-feira o Decreto Nº 55.128, que declara Estado de Calamidade Pública no Rio Grande do Sul. Dentre outras providências, o documento aponta três determinações que impactam os supermercados:
– que fornecedores e comerciantes estabeleçam limites quantitativos para a aquisição de bens essenciais à saúde, higiene e alimentação – sempre que necessário – para evitar o esvaziamento dos estoques;
– determinação de que estabelecimentos comerciais fixem horários ou setores exclusivos ao atendimento de clientes com idade igual ou superior a 60 anos e grupos de risco. A sugestão é estabelecer horário exclusivo, antecipando de 30 minutos a uma hora o horário normal;
– Os alvarás de Prevenção e Proteção Contra Incêndios que vencerem nos próximos 90 dias serão renovados automaticamente até a data de 19 de junho, ficando dispensada a emissão de novo documento.

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