O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de grãos do país. Atrás apenas de Mato Grosso e Paraná e seguido pelo estado de Goiás. Juntos, os três estados representam 67% da safra nacional de grãos, segundo levantamento da Conab.

Isso se deve, segundo Sávio Pereira, secretário substituto de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, à alta tecnologia e a disponibilidade de terras nesses estados.

O último levantamento de safra indicou produção recorde de 232 milhões de toneladas para esse ano. Mato Grosso deve produzir 58 milhões de toneladas, Paraná, 41,5 milhões, Rio Grande do Sul, 35,3 milhões e Goiás, 22 milhões de toneladas.

O secretário substituto da SPA destacou que o país tem hoje novo patamar de produção. “O plantio e a colheita de soja já nasceram sofisticados e mecanizados no Brasil. O cultivo começou nos anos 70 e se tornou muito lucrativo, forçando a melhoria de competitividade de outras culturas para não cederem áreas para a produção exclusiva de soja. Assim, a soja foi o principal vetor de modernização da agricultura no país”, observou.

O secretário ainda destacou feijão, produto de alto consumo popular no Brasil. “A produção de feijão foi sofisticada de forma muito acelerada, com a terceira safra sendo totalmente irrigada, feita através de pivô central. Em meados da década de 1980, a produtividade do feijão atingia cerca de 450 quilos por hectare. Hoje, a produtividade média no país é de 1.076 quilos por hectare, sendo que no Centro-Oeste atinge 1.773 quilos por hectare”, explicou.

Nas últimas sete safras, a área plantada no país cresceu 13 milhões de hectares. Isso significou a incorporação média de 1,8 milhão ao ano nesse período. “O Brasil tem produtores sofisticados, que sabem usar as ferramentas para crescer e para ampliar sua produção”, completou.

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