William (E), João Pedro (com microfone) e Gustavo (D) criaram o projeto na disciplina de Robótica

Projeto de alunos da Escola do Sesi Montenegro segue recebendo atualizações e deve iniciar testes ainda esse ano

Integrantes do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí, o Comitê Caí, tiveram na manhã de terça-feira, dia 26, a oportunidade de ver de perto o funcionamento do robô construído por alunos da Escola Sesi de Ensino Médio Montenegro que emite alertas ao identificar aumento no nível do rio. O sistema desenvolvido por William Cristiano de Mello, Gustavo Martins da Mota e João Gabriel Von Mühlen, todos de 17 anos, serviria para alertar a população sobre cheias no Rio Caí, permitindo que quem vive em áreas alagadiças se retire com tranquilidade do local antes da chegada da água.

Além de apresentarem o modo como funciona o protótipo criado com peças de Lego, eles também contaram aos integrantes do Cômite Caí um pouco mais do surgimento do projeto. A apresentação, que ocorreu na Câmara de Vereadores de Montenegro, foi a primeira que o grupo realizou para lideranças ligadas a órgãos públicos. Antes, eles haviam levado o projeto a feiras de robótica. “Foi uma experiência muito boa. Era um passo que a gente tinha que tomar”, avaliou Gustavo. O grupo ressaltou que foi uma oportunidade de se comunicar com um público que poderá auxiliar no desenvolvimento do projeto.

Atualmente, os três estudantes trabalham no aprimoramento da estrutura do robô. Pelos cálculos deles, a construção de um modelo definitivo custaria R$ 200,00. A ideia do grupo, conforme Gustavo, é de que até o final do ano a estrutura esteja concluída e testes sejam realizados. Alunos do 3º ano, eles são orientados, agora, pelo professor Marcelo Azevedo e trabalham desde o ano passado no projeto.

Grupo demonstrou o funcionamento do protótipo: sensor lê e avisa sobre nível da água enquanto a esteira garante que o robô não fique submerso

Com a previsão de concluírem o Ensino Médio no fim do ano, os estudantes entendem que precisam continuar dando atenção ao projeto de alerta de cheias mesmo após formados. Inclusive, Gustavo já não estuda mais na Escola do Sesi, mas segue participando do grupo. “A gente tem que aprender a lidar com isso, de não ter a escola. A gente tem que correr atrás e fazer fora da escola”, comentou William.

A ideia apresentada pelos estudantes agradou os integrantes do Comitê Caí que se fizeram presentes no encontro. Presidente do grupo de trabalho, Karla Leal Cozza destacou a importância de ver jovens ligados à ciência e também o fato de o projeto beneficiar a comunidade. “Achei muito importante, não é uma ideia que se fecha em si. Esse projeto é completamente viável”, apontou. Karla lembrou que a discussão sobre métodos que possam minimizar os danos causados pelas enchentes é uma constante no comitê.

Inclusive, Karla defende que o plano de contensão de cheias elaborado pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) seja revisto. No estudo, chegou-se à conclusão de que entre as possibilidades para reduzir os efeitos das enchentes estavam a construção de barreiras, diques ou de um corta-rio. Para a presidente do grupo, tal alternativa não é ideal. Karla sugere que deve-se pensar em outra solução, inclusive, sugere uma possível remoção de famílias das áreas alagadiças.

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