Compra desenfreada do medicamento trouxe escassez por conta do coronavírus

A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadrou, no fim da última semana, a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A decisão ocorreu após a busca e compra desenfreada do medicamento, quando pesquisas mostraram que o Reuquinol possivelmente poderia auxiliar no tratamento contra o coronavírus. Não há qualquer comprovação de que o medicamento realmente possa ser eficaz contra a pandemia.

O ponto principal é que o medicamento é diariamente utilizado por alguns pacientes, já que o Reuquinol comprovadamente trata artrite reumatóide, lúpus, malária entre outras doenças. Desde a última sexta-feira, 20, as pessoas que possuem alguma dessas doenças sofrem com a falta da medicação que já esgotou em farmácias de todo o Brasil.

Em Montenegro, todas as farmácias pontuam que o Reuquinol saiu do sistema, e que quando voltar só será vendido mediante receita branca especial em duas vias. Na maioria das farmácias da cidade, os atendentes afirmam que a busca pelo medicamento por pessoas que realmente necessitam e tem receita é grande.

A farmacêutica Gabriela Kniest alerta à automedicação. “As pessoas que compraram na última semana, compraram como prevenção ao coronavírus, sendo que, além de não serem comprovadas, as pesquisas são para a eficácia no tratamento da doença, e não prevenção. As pessoas não estão entendendo o risco que correm, porque os efeitos poderão ser adversos e piorar tudo ao invés de ajudar nessa situação”, lamenta.

A farmacêutica Vanessa Lunkes reitera o risco. “Além de as pessoas que precisam para tratar suas doenças não terem mais o medicamento nesse momento, as que compraram foi para uso indiscriminado, para prevenção, sem que soubessem os riscos ou efeitos”, pontua.

O farmacêutico Deilson Alves salienta que os comentários de que o medicamento só estará disponível em hospitais e postos de saúde não são verdadeiros. “Ele está zerado no sistema, mas chegará para nós e já como controlado. O que nos passaram até o momento é que com apresentação da receita, poderemos vender”, afirma.

Quem necessita do medicamento ficará sem?
A farmacêutica Gabriela explica que os laboratórios aumentaram consideravelmente a produção do Reuquinol a partir dessa semana e tranquiliza os pacientes que o utilizam. “Nos próximos dias já deverão estar abastecendo o mercado porque eles têm bastante matéria prima desse produto em estoque na fábrica”, pontua.

Ela reitera que o controle de receituário será rígido, para, principalmente assegurar a medicação para esse perfil de paciente que realmente necessita do uso contínuo do Reuquinol.

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