Representantes do Executivo e da Corsan ouviram as demandas dos vereadores e alinharam estratégias

Frequentes vazamentos e faltas de água, bem como buracos em aberto, também estiveram na pauta

Vereadores, representantes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e da Prefeitura estiveram reunidos na manhã de quinta-feira, dia 28, na Sala de Reuniões Janete Hörlle Zirbes da Usina Maurício Cardoso para debater o contrato assinado entre o Executivo e a estatal em 2011.
O encontro foi proposto pelo vereador Gustavo Oliveira (Progressistas) e também esteve na pauta a questão dos frequentes vazamentos da rede de água na cidade, bem como as faltas d’água e os buracos abertos para conserto da rede que demoram a ser fechados. Inclusive, foi pelo tema dos buracos que teve início a reunião.

Oliveira revelou que recebe muitas reclamações sobre buracos feitos pela Corsan e a demora para que haja a repavimentação dos trechos onde houve intervenção

Oliveira comentou que desde o início do seu mandato recebe denúncias de problemas no conserto dos buracos abertos pela Corsan. Como exemplo, ele citou o caso de um aberto na rua Osvaldo Aranha, quase em frente ao Top Center, logo após a via ter sido pavimentada. Munido de imagens, ele trouxe outros casos à tona.

“Precisamos tratar sobre melhoria no tempo e na execução dos fechamentos dos buracos”, afirmou, apontando que há casos nos quais eles ficam abertos por mais de mês. A gestora da unidade de Montenegro da Corsan, Silvani Ines Scheid, explicou que há uma empresa contratada pela estatal para realizar esse tipo de serviço. “Pelo contrato, eles têm 15 dias para fechar”, apontou.
Silvani ressaltou que os buracos precisam ficar abertos por determinado tempo para que haja a compactação. Além disso, há situações em que o fechamento deles demora a ocorrer também pela falta de material. “Mas isso não justifica um atraso maior”, admitiu. A gestora se comprometeu a notificar a empresa quando as cláusulas do contrato não sejam cumpridas.

Coordenador operacional da unidade de Montenegro da Corsan, Ângelo Marcelo Faro, diz que há cerca de 80 buracos de responsabilidade da estatal abertos na cidade. Desses, 14 são em ruas asfaltadas. Ele destaca, que a maioria é em calçadas.

Falta d’água em dois bairros foram citadas
Além de Gustavo Oliveira, também se fizeram presente na reunião os vereadores Paulo Azeredo (PDT) e Ari Müller (Progressistas). Aproveitando o momento, Azeredo questionou os representantes da Corsan sobre os frequentes problemas de abastecimento registrados nos bairros Panorama e Santo Antônio.
O coordenador operacional da unidade de Montenegro da Corsan explicou que o problema vem sendo causado por seguidas faltas de energia na área onde está a estação de bombeamento, afetando assim o abastecimento na cidade e atingindo justamente com mais frequência as partes altas dos dois bairros citados.
Azeredo questionou sobre a possibilidade de se colocar um reservatório nos bairros. Como resposta ao questionamento, ouviu dos representantes da Corsan que há estudo para que isso ocorra, mas que a maneira mais rápida de solucionar o problema seria providenciar o conserto nos problemas da rede elétrica.

Contato direto é sugerido
Como forma de priorizar o conserto dos buracos que mais causam problemas à comunidade, foi sugerida a abertura de um canal de comunicação direto entre Prefeitura, vereadores e a Corsan. Presente na reunião, o vice-prefeito Cristiano Von Rosenthal Braatz lembrou que quando ele era vereador buscava esse contato mais direto para otimizar os pedidos, ao invés de ficar fazendo pedido de providência. “É uma maneira de abreviar esse processo”, comentou.
Faro destacou a importância de a população também participar desse processo ao denunciar problemas seja pelo aplicativo ou site da Corsan ou pelo número 0800 646 6444. “Muitas vezes ficamos sabendo de um problema pelo jornal, Prefeitura ou rádio, olhamos e não há abertura de pedido (de conserto) no sistema”, afirmou.
Inclusive, no encontro já ficou definido como prioridade o fechamento dos buracos abertos na rua Ramiro Barcelos nos últimos dias e também o de um buraco localizado na rua São João, próximo da esquina com a rua Coronel Apolinário de Moraes. Isso deve ocorrer na próxima semana, quando a empresa contratada pela Corsan deve conseguir uma carga de asfalto.

“Ponto mais crítico é a Ramiro”
Durante suas exposições, o coordenador operacional da unidade de Montenegro da Corsan apontou que a cidade possui uma rede de 325 quilômetros, fora a metragem de aproximadamente 18 mil ramais. “O ponto mais crítico é a Ramiro. Pelo movimento e pela repercussão”, afirmou quando questionado sobre qual era a principal fonte de problema dessa rede.

Rede de abastecimento na rua Ramiro Barcelos apresentou ruptura em dois pontos no começo dessa semana. FOTO: Prefeitura de Montenegro

No começo da semana, dois grandes rompimentos causaram transtornos justamente na Ramiro Barcelos. De acordo com Faro, a situação poderia ser sanada com uma obra de substituição da tubulação de canos de 250mm por canos de 50mm na quadra entre as ruas Osvaldo Aranha e Olavo Bilac.
Para realizar a obra seria necessário fechar a via nesse traçado por diversos dias, o que pode gerar protestos e insatisfação por parte de comerciantes. Para possibilitar a realização do serviço, o secretário municipal de Gestão e Planejamento, Fabrício Coitinho, se propôs a organizar um encontro com representantes dos lojistas para debater sobre como e quando realizar a obra. Os representantes da Corsan alertaram que, por questões contratuais, o ideal seria realizar o serviço até setembro deste ano.

Fundo compartilhado e ETE também foram debatidos na reunião
Durante o encontro, o vereador Gustavo Oliveira trouxe à tona alguns pontos do contrato assinado entre Prefeitura e Corsan em 2011 e que lhe chamaram atenção. Um deles era a previsão da construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em até cinco anos após o contrato ter sido firmado.

Ângelo Marcelo Faro (de azul) esclareceu
diversas dúvidas dos vereadores e do Executivo

De acordo com os representantes da Corsan, esse tema deveria ser tratado diretamente com a diretoria de Expansão da estatal. No entanto, eles adiantaram que o projeto da ETE está concluído, faltando apenas a aquisição da área na qual ela deve ser instalada.
Para dar andamento à questão foi sugerida então a realização de uma reunião com membros do Executivo e vereadores com a direção da Corsan. “Queremos ir lá e ouvir um compromisso”, afirmou o gerente de Contratos e Convênios, Sílvio Kaél.
O vereador Gustavo Oliveira também questionou sobre o Fundo Municipal de Gestão Compartilhada mantido pela Prefeitura e Corsan. Os representantes do Executivo destacaram que o fundo conta com um saldo de R$ 254.746,85. Desse valor, R$ 150 mil estão reservados para obras de saneamento no interior do Município.
Do contrato, Oliveira apontou, ainda, para o fato de haver a previsão da troca estimada de 50 quilômetros de tubulação. O coordenador operacional da unidade de Montenegro da Corsan destacou que 39 quilômetros já foram substituídos e que não há mais redes que necessitem urgentemente de substituição. Ainda são feitas intervenções pontuais quando necessário.
“Foi uma reunião muito positiva porque a nova Legislatura precisa saber de que forma está sendo tratado o contrato entre Executivo e Corsan”, avaliou Oliveira ao fim da reunião.
Ele ressaltou, ainda, que todos os pontos abordados no encontro foram esclarecidos. “Vai ser buscada a resolução dos problemas na prestação do serviço, bem como na execução dos termos do contrato”, reforçou o vereador montenegrino ao final do encontro.

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