Missas e cultos estão ocorrendo com capacidade reduzida neste primeiro momento

Celebração. Igrejas adotam série de medidas preventivas contra o coronavírus

“Sempre assisto às missas pela TV e pelo Facebook, mas não é a mesma coisa que vir à igreja”. O relato é da dona Francisca de Azeredo Rosa, que voltou a acompanhar uma missa presencial na noite do último domingo, 24, na Catedral São João Batista. Nos últimos dias, as celebrações religiosas voltaram a acontecer de forma presencial em Montenegro, respeitando as orientações dos órgãos de saúde para evitar o contágio do novo coronavírus.

O retorno das missas presenciais era muito aguardado por Francisca, que admite ter se emocionado ao entrar na igreja. “É a primeira vez que venho desde o início da pandemia. Cheguei a me emocionar quando entrei. Para mim, a missa é tudo. Sempre assisto de duas a três celebrações por dia”.

As celebrações foram retomadas em várias igrejas do município, todas seguindo uma série de medidas preventivas contra o coronavírus. Na Catedral e na Comunidade Matriz São Pedro e São Paulo (igrejas católicas), e na Igreja Batista, por exemplo, os fiéis devem se sentar nos lugares demarcados na igreja. As missas e os cultos estão ocorrendo com capacidade reduzida neste momento (somente 25% da lotação). Além disso, o uso de máscara é obrigatório e o público deve higienizar as mãos com álcool em gel na entrada dos templos.

Pároco da São João Batista, o padre Diego Knecht afirma que a retomada das celebrações está ocorrendo por etapas. “É uma experiência nova. Primeiro, quando iniciou a pandemia, foi um aprendizado para somente transmitir a missa através das redes sociais. Agora iniciamos um novo estágio, que é para os fiéis presentes na igreja e também para aqueles que estão em casa, impossibilitados de participarem presencialmente”, frisa.

O padre entende que muitas pessoas têm receio de participar das missas presenciais neste período, mas destaca que quem participa está respeitando as orientações dos órgãos de saúde e se adaptando à nova realidade. “É uma retomada lenta e gradual para todos. As pessoas também estão reaprendendo a celebrar com as restrições. É um processo de reanimar as lideranças para realizarem suas funções e participarem ativamente de novo”, complementa Diego Knecht.

Presença frequente nas missas de domingo antes da pandemia, José Antônio Diefenthaler tem redobrado os cuidados nesta retomada, já que faz parte do grupo de risco. “O povo precisa de Deus. Temos que rezar para que essa pandemia passe logo. Normalmente, venho quase todos os domingos à igreja, mas agora não vou poder vir com tanta frequência”, diz.
Feliz pelo retorno das celebrações presenciais, Ivan Macedo também se emocionou ao ingressar na igreja neste domingo. Ele considera o local sua segunda casa. “Senti bastante falta das missas nesse período, porque me sinto bem aqui e tenho muitos amigos. Também rezo em casa depois das missas, sempre”, declara.

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