Buffet de sushi também está isolado. As pessoas escolhem o que querem e os funcionários servem

Nova realidade. Locais adotam medidas e alteram funcionamento durante a pandemia

Além da saúde, um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus é a economia. Na última semana, o Ministério da Economia divulgou que o Brasil fechou 1,1 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada entre os meses de março e abril. As medidas de restrição e isolamento social impostas pelos governos (Federal e Estadual) exigiram o fechamento de grande parte do comércio no país por mais de um mês.

Em Montenegro, os locais que reabriram no mês de maio após um longo período fechados têm buscado alternativas para minimizar os prejuízos causados pela pandemia. Mesmo sem perspectiva em relação à normalidade da situação, restaurantes e academias, por exemplo, estão se reinventando para atrair o público.

Apesar da abertura dos estabelecimentos no último mês, o alerta está ligado na cidade e no Vale do Caí, já que no último final de semana, o Governo do Estado alterou a cor da bandeira de algumas regiões do RS e determinou o fechamento do comércio em seis cidades do Vale do Caí. “É uma semana de preocupação. Cidades muito próximas daqui passaram para a bandeira vermelha. Minha preocupação é manter o nosso município e a nossa região na bandeira laranja, mas, para isso, precisamos do movimento de todos. Prevenção para com todas as pessoas”, reforçou o prefeito Kadu Müller, em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta segunda-feira, 15.

Os proprietários de estabelecimentos precisaram rever sua forma de trabalho para evitar contaminação e manter pelo menos uma parte do faturamento. “Prezo pelo bem-estar das pessoas. Estamos fazendo folders das pizzas para vendê-las congeladas. Quando o decreto de março determinou o fechamento do comércio, perdemos muitos alimentos. O prejuízo foi grande, é um ano perdido. Vendíamos em média 200, 250 refeições por dia. Agora estamos vendendo cerca de 50”, lamenta Márcio Renato Gallas, proprietário do Riograndense Buffet.

O dono do restaurante ainda lembra que muitas famílias estão em casa de quarentena e, dessa forma, optam por não sair para almoçar. “Dependemos do pessoal estar na rua. Estamos tomando todos os cuidados necessários. Temos um funcionário servindo as pessoas no buffet, as mesas estão bem distantes umas das outras, há demarcações para manter o distanciamento na fila”, complementa Márcio.

O Restaurante Chinatchê também adotou medidas para minimizar os prejuízos neste período. O estabelecimento reabriu no dia 11 de maio e, a partir do dia 15, passou a disponibilizar ao público a opção de tele-entrega grátis de combos. “Você tem o cardápio diário e escolhe quantas gramas de buffet quente ou quantas peças de sushi deseja. Além disso, antes só tínhamos buffet livre de sushi nas segundas-feiras. Agora temos de segunda a quinta”, explica o proprietário Montagui Eidt de Andrade.

Apesar da mudança no funcionamento visando atrair o público, Montagui entende a preocupação da população e afirma que a prioridade no momento é a saúde das pessoas. “O povo está com medo. A gente está bem organizado, os buffets estão isolados e todo mundo que entra precisa estar de máscara. Tem dia o movimento está bom, tem dia que está ruim, mas estou satisfeito. Tive prejuízo, fiquei 50 dias parado, é normal. Mas não me preocupo com isso, o importante agora é a saúde dos funcionários”, salienta o empresário.

Proprietário do restaurante Gringo Gastronomia, Rafael Bergamaschi percebe que, aos poucos, as pessoas estão voltando à rotina normal. No entanto, acredita que a situação no Estado e no Brasil só vai se normalizar no próximo ano. “Estamos vivendo uma fase de muitas dúvidas. Não estou conseguindo minimizar prejuízos, apenas tentando manter o restaurante aberto”, frisa.

Após sua reabertura, o Gringo tem trabalhado com pratos feitos, já que a orientação dos órgãos de saúde é evitar aglomerações. O proprietário calcula que o restaurante perdeu aproximadamente 80% da capacidade de faturamento neste período. “Reabrimos um restaurante novo praticamente. O público diminuiu muito, mas estamos tendo um aumento gradual, temos a cantina que dá um suporte. A cada dois, três dias, fazemos um prato diferente”, complementa Rafael.

Academias redobram cuidados e oferecem novos planos aos frequentadores
Além dos restaurantes, as academias também reabriram em Montenegro no último mês, com todos os cuidados redobrados para evitar a disseminação do novo coronavírus. Ninguém pode treinar sem máscara, todos devem higienizar os aparelhos após o uso e, na entrada, os alunos devem lavar as mãos com álcool gel. Vale lembrar que as academias estão funcionando com a capacidade reduzida neste período.

Em algumas academias da cidade, cartazes foram espalhados nas paredes para reforçar a conscientização do público. Na ProVida, alguns aparelhos foram movidos de lugar para respeitar o distanciamento. “Sempre tivemos cuidado com a higienização dos aparelhos. Com a pandemia, intensificamos esses protocolos. A cada duas horas, os professores higienizam todos os aparelhos. Também fizemos cartões de acesso para os alunos, já que a capacidade está reduzida neste momento”, frisa Franciele Rangel, sócia e instrutora da academia.

Durante a pandemia e com a chegada do frio, alguns planos tiveram seu valor reduzido na ProVida. O plano inverno, por exemplo, teve redução de 20%. “Logo na reabertura, o público baixou bastante. No entanto, de duas semanas para cá, o movimento está se normalizando. No começo, foi bastante assustador, foi um choque para todo mundo. Mas se cada um fizer sua parte, com o tempo essa situação vai se normalizar”, complementa Franciele.

Ela lembra ainda que as aulas coletivas, como zumba, gap, funcional, ritmos e alongamento, estão ocorrendo, mas de forma online. “Querendo ou não, atividade física é importante para a saúde mental e física”, completa.

A Academia Corpore também está se readequando à nova realidade. No local, os aparelhos também foram modificados de lugar e cartazes com instruções de prevenção foram espalhados em vários pontos da academia. “Estamos tomando o máximo de cuidado. Atividade física é sempre um meio para melhorar a saúde. Infelizmente, o número de alunos diminuiu bastante. Muitos estão com receio e alguns são do grupo de risco”, salienta a instrutora e personal trainer Anelise Oliveira Hilgert.

Apesar do público reduzido durante a pandemia do novo coronavírus, Anelise destaca que a academia teve vários novos alunos neste período. “Muitos que moram em Porto Alegre e trabalham em Montenegro estão treinando aqui, já que na capital as academias estão fechadas. Também lançamos planos mais acessíveis nesta retomada”, declara Anelise Hilgert.

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