Maia e Calheiros representam a "velha política" fincada no comando. Foto: Internet

A Câmara dos Deputados reinicia os trabalhos nesta sexta-feira, dia 1º, em uma legislatura de 4 anos marcada por uma renovação histórica. Dos 513 deputados federais que tomarão posse no Plenário Ulysses Guimarães, a taxa de estreantes chega a 52% dos parlamentares eleitos. Já do total, 31 foram eleitos por nove partidos que não atingiram a cláusula de barreira (instrumento criado para reduzir os partidos com pouca representação). A legislação garante a esses deputados autonomia para mudar de partido a qualquer momento sem risco de perder o mandato.

Na Câmara há cinco candidatos na disputa da presidência. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

E a primeira ação será a eleição da nova composição da Mesa Diretora, e o clima é de disputa tradicional, com santinhos, adesivos, pôsteres e panfletos. Além da presidência, estão em disputa a primeira e segunda vice-presidência das Casas, quatro secretarias e as respectivas quatro suplências. Visando o principal cargo está o presidente na legislatura passada, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), favorito na corrida e representante daquilo que sempre esteva no cerne da política e foi repudiado – por parte do brasileiros – nas urnas. Ele disputa com Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Calheiros é o “homem forte” no Senado
Um novo Senado Federal começa a funcionar a partir das 15h, com a posse de 54 parlamentares que terão mandato de oito anos. O número corresponde a dois terços da Casa, e o terço restante é formado por 27 senadores que iniciaram o mandato em 2015 e ainda têm quatro anos de legislativo. A renovação na Casa é algo nunca antes visto. Das 54 vagas que estavam em disputa, 46 serão ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 87%.

Além da posse, os senadores deverão escolher os ocupantes de 11 cargos da Mesa Diretora: o presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários. A votação ocorre logo após a reunião de posse, com previsão de que a primeira seja realizada por volta das 18h. É possível que essa escolha se dê em dois turnos por causa do número incomum de pré-candidatos. Os nomes de postulantes ao cargo poderão ser apresentados e retirados até o início da votação.

Oito nomes pleiteavam o posto: Álvaro Dias (Pode-PR), Angelo Coronel (PSD-BA); Davi Alcolumbre (DEM-AP); Espiridião Amim (PP-SC), José Reguffe (sem partido-DF); Major Olimpo (PSL-SP); Renan Calheiros (MDB-AL); Simone Tebet (MDB-MT) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Mas o emedebista de Alagoas é o favorito para retornar a cadeira central. “Caciques” são maioria na lista, e Renan cresce na disputa pelo fato do voto ser fechado. A ideia é que na primeira votação o número de candidatos seja reduzida para dois, quando pode haver um pacto em torno de um nome.

*Informações são da Agência Brasil/ EBC

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