Coral Vozes é um dos grupos que busca recursos públicos para garantir despesas que incluem o salário do regente e gastos com viagens para as apresentações Foto: Divulgação/Coral Vozes

Corais reivindicam verba da Prefeitura, mas repasse dependerá da análise financeira do primeiro quadrimestre 

A Prefeitura aguarda o final do primeiro quadrimestre para decidir o volume de recursos que serão destinados à cultura. A decisão dependerá da análise do comportamento das finanças municipais neste período.

O assunto foi levantado durante reunião de representantes de corais com o prefeito Luiz Américo Alves Aldana. Eles reivindicam auxílio financeiro do município. Regente dos corais Vozes e o da Sociedade Beneficente, Cultural e Esportiva Santos Reis, Norildo Pereira de Andrade está otimista com a perspectiva de os grupos serem atendidos. “O prefeito pediu para esperarmos até o final de abril para, dependendo da situação financeira, ver quanto poderia repassar”, afirma.

“Dependerá da receita do município”, reforça o diretor municipal da Cultura, Leonardo Appel. Ele acrescenta que após esse período será decidido o repasse de verbas para o Fundo de Desenvolvimento da Cultura (Fundesc), mas esclarece que, para os corais, deverá haver recurso específico. “Os corais não se enquadram no Fundesc, pois esse fundo é para projetos inéditos”, afirma.

Norildo Pereira de Andrade

Recentemente, os corais de Santos Reis, Vozes e do bairro Santo Antônio se apresentaram na Câmara Municipal. Andrade afirma que o objetivo foi mostrar o trabalho realizado pelos grupos, tendo em vista que a maioria dos vereadores está no primeiro mandato. Desta forma, será mais fácil deles aprovarem quando ingressar algum projeto de lei prevendo recursos aos corais.

Os grupos realizam promoções para arrecadar recursos e cobrir despesas com o salário do regente e viagens para se apresentarem. Jantas e rifas são algumas ações que envolvem o trabalho dos integrantes dos corais, tanto na preparação como na venda. Ele esclarece que o de Santos Reis conta com alguma verba da sociedade que representa, mas é insuficiente para cobrir todos os custos. Por isso a necessidade de promoção de eventos e de verbas públicas. “O ideal seria que a prefeitura tivesse uma verba para os corais”, acrescenta. Ele lembra que esses grupos ajudam a projetar o nome de Montenegro ao participarem de eventos em outros municípios, como os encontros de corais.

Saiba Mais
O regente Norildo Pereira de Andrade afirma que os corais estão abertos a novos integrantes. O Vozes ensaia na quinta-feira, das 19h30min às 22h, no Espaço Brasken da Estação da Cultura; o de Santos Reis ensaia na terça-feira, das 20h às 22h, na Sociedade Beneficente, Cultural e Esportiva Santos Reis, interior de Montenegro.

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